Santo Antão: Associação Ponta de Cinta quer levar maçã e marmelo de Corda a outros mercados

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Santo Antão: Associação Ponta de Cinta quer levar maçã e marmelo de Corda a outros mercados
29/08/26 - 09:35 pm

Ribeira Grande, 29 Ago (Inforpress) – A Associação Comunitária Ponta de Cinta quer dar maior saída comercial à maçã e ao marmelo produzidos na localidade de Corda, através da transformação da fruta e da procura de novos mercados fora de Santo Antão.

A presidente da associação, Maria do Rosário, disse hoje à impressa que este é um dos principais propósitos da primeira edição do Festival da Maçã e do Marmelo, que decorre este fim-de-semana, 29 e 30 de Agosto, naquela localidade do concelho da Ribeira Grande.

Segundo a responsável, Corda dispõe de produção de maçã e marmelo que pode ganhar maior valor através da transformação, sobretudo quando a fruta não consegue ser comercializada em fresco.

“O que não conseguimos escoar como fruta transformamos”, explicou.

Maria do Rosário apontou as compotas, geleias, doces e outros derivados como alternativas para aproveitar a produção e evitar que parte dela se perca.

A dirigente explicou que a realização do festival surgiu na sequência de uma formação em transformação agroalimentar, precisamente centrada na maçã e no marmelo, e do trabalho desenvolvido pela associação no âmbito da sua unidade de produção agrícola.

“Pensámos neste festival para valorizar este produto precioso que temos em Corda, e a intenção é também dinamizar a economia local e criar condições para que os produtos possam chegar a outros pontos da ilha e, futuramente, a outras ilhas do país”, salientou.

Maria do Rosário garantiu ainda que a associação pretende dar continuidade ao Festival da Maçã e do Marmelo nos próximos anos.

Esta primeira edição reúne cerca de dez expositores provenientes dos três municípios de Santo Antão, com produtos agrícolas e transformados, numa iniciativa que pretende igualmente promover a troca de experiências entre produtores.

Entre as participantes está Renata Maocha, de Corda, que apresenta produtos à base de maçã e marmelo, nomeadamente compota de maçã, marmelada, geleia, maçã caramelizada com frutos secos e sumos.

A produtora evidenciou ainda o aproveitamento de partes da maçã que normalmente poderiam ser descartadas, utilizadas na preparação de sumos, numa tentativa de retirar maior proveito da fruta disponível.

Adelina Pires, de Boca de João Afonso, levou ao certame doces, ponches e licores naturais e considerou o festival uma oportunidade para divulgar e comercializar os seus produtos fora da sua localidade.

Já Francisco Rodrigues, da Garça, apresentou papaia, manga, pimenta vermelha, batata-doce, banana verde, entre outros produtos agrícolas, e classificou o festival como uma “grande oportunidade” para conseguir escoar parte da produção.

O agricultor explicou que, com a aproximação da época das chuvas, cresce o risco de alguns produtos se estragarem quando não encontram comprador, defendendo por isso a importância de iniciativas que aproximem produtores e consumidores.

O programa do evento encerra no domingo com a realização de uma mesa-redonda entre todos os participantes, na qual será debatida a criação de um comité de expositores para articular futuras acções conjuntas e reforçar a rede de partilha de experiências entre os produtores locais.

A iniciativa conta com financiamento da Cooperação Espanhola, através da Embaixada de Espanha em Cabo Verde e da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, e com o apoio dos projectos AgroEcoSol e Lidera Rural, da Associação dos Amigos da Natureza (AAN Cabo Verde), do Centro de Estudos Rurais e de Agricultura Internacional (CERAI) e da Câmara Municipal da Ribeira Grande.

LFS/CP

Inforpress/Fim

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