Projecto “Djuda-m buska nha família” promove reencontro de famílias separadas entre Cabo Verde e PALOP

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Projecto “Djuda-m buska nha família” promove reencontro de famílias separadas entre Cabo Verde e PALOP
06/02/26 - 02:22 pm

Cidade da Praia, 06 Fev (Inforpress) – O projecto “Djuda-m buska nha família”, iniciativa de descendentes cabo-verdianos residentes em Portugal, tem permitido o reencontro de famílias separadas, há décadas, através das redes sociais, entre Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e outros PALOP.

A coordenadora do projecto, Isabel Semedo, explicou à Inforpress, que o projecto “Djuda-m buska nha família” (ajude-me a procurar a minha família) tem vindo a apoiar o reencontro de famílias separadas entre Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e outros países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), através da recolha e divulgação de apelos nas redes sociais.

Segundo a responsável, o projecto nasceu após uma viagem a São Tomé e Príncipe, onde teve contacto directo com a comunidade cabo-verdiana local e com histórias marcadas pela perda de contacto entre familiares desde os anos 1940.

A iniciativa visa, sobretudo, responder à saudade e à ausência de informação sobre parentes que permaneceram ou regressaram a Cabo Verde.

Criada em Março de 2025, a página já ajudou, directamente, cerca de 20 famílias a se encontrarem, além de vários outros casos resolvidos de forma privada. Entre os exemplos, Isabel Semedo salientou reencontros de irmãos separados há mais de 40 e 50 anos.

Inicialmente direccionado para Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, o projecto passou a receber pedidos de Angola e Guiné-Bissau, alargando o seu âmbito de actuação.

A coordenadora sublinhou, no entanto, que se trata de um trabalho voluntário, exigente e sensível, que envolve a análise de documentos e histórias pessoais.

A equipa é composta por quatro voluntários, todos descendentes de cabo-verdianos nascidos em Portugal, que pretendem continuar o trabalho de proximidade, incluindo deslocações a São Tomé e Príncipe, para recolha de testemunhos e apoio directo às comunidades.

Além da busca por familiares, o grupo tem vindo a aprofundar pesquisas sobre identidade, cultura e memória histórica africana e cabo-verdiana.

CG/SR//HF

Inforpress/Fim

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