Governo institui cinco prémios literários nacionais anuais para reforçar criação literária

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Governo institui cinco prémios literários nacionais anuais para reforçar criação literária
12/02/26 - 12:25 pm

Cidade da Praia, 12 Fev (Inforpress) – O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas vai instituir cinco prémios literários com periodicidade anual para distinguir obras originais de reconhecida qualidade, anunciou hoje, na Praia, o ministro Augusto Veiga.

Em conferência de imprensa, o ministro avançou que a iniciativa visa promover a divulgação da cultura e do património escrito-literário nacional, estimular e apoiar a criação literária, fomentar o gosto pela leitura, incentivar a escrita criativa e revelar novos talentos.

“A atribuição destes prémios literários contribuirá para a valorização e enriquecimento do património escrito-literário cabo-verdiano, como para exaltar a nossa literatura e os nossos escritores e poetas”, frisou.

Com a instituição destes prémios, acrescentou, o Governo pretende salvaguardar a identidade cultural do país e responder à necessidade de mais incentivos à produção de obras inéditas.

Dos cinco prémios, três são novos: Prémio Literário Baltasar Lopes (romance), no valor de 500 mil escudos, Prémio Literário Eugénio Tavares (conto), no valor de 400 mil escudos, Prémio Literário Jorge Barbosa (poesia), no valor de 400 mil escudos.

Serão ainda retomados dois prémios já existentes, agora reajustados, Prémio de Literatura Infantil-Juvenil Orlanda Amarílis, no valor de 200 mil escudos, Prémio Literário Mário Fonseca, no valor de 400 mil escudos, destinado a premiar uma obra literária inédita, em qualquer domínio, cuja candidatura seja apresentada por uma editora nacional.

Segundo Augusto Veiga, o prémio Mário Fonseca deixa de distinguir o “Livro do Ano” e passa a premiar a edição de uma obra candidata, apresentada por uma editora. 

Todos os prémios incluem a edição da obra premiada e componente pecuniária, excepto Mário Fonseca, que contempla apenas a edição.

Podem concorrer aos prémios Baltasar Lopes, Eugénio Tavares, Jorge Barbosa e Orlanda Amarílis cidadãos cabo-verdianos residentes no país e na diáspora, bem como estrangeiros residentes em Cabo Verde, maiores de 18 anos. Ao prémio Mário Fonseca podem candidatar-se editoras nacionais.

Os três novos prémios contam com o patrocínio da Cabo Verde Telecom, enquanto os dois prémios retomados têm parceria da Academia Cabo-Verdiana de Letras.

O júri será composto por académicos, escritores e editores, representando o ecossistema literário cabo-verdiano e a abertura dos prémios terá lugar entre o final de Fevereiro e o início de Março.

O ministro adiantou ainda a existência de um sexto prémio, o Prémio Manuel Lopes, numa parceria com a Casa da Moeda e Imprensa Nacional de Portugal, já na sua terceira edição, passando Cabo Verde a contar com seis prémios literários a partir deste ano.

TC/HF

Inforpress/Fim

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