Secretária de Estado destaca “papel estratégico" das universidades e igrejas na igualdade de género

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Secretária de Estado destaca “papel estratégico" das universidades e igrejas na igualdade de género
31/01/26 - 12:21 pm

Cidade da Praia, 31 Jan (Inforpress) – A secretária de Estado da Inclusão Social, Lídia Lima, defendeu hoje que as universidades e instituições religiosas têm um papel “importante e estratégico” na promoção da igualdade de género, da cidadania e da justiça social no país.

Lídia Lima falava à margem da Jornada Académica sobre Género, Cidadania, Transformação e Justiça Social promovida pela Escola Universitária Católica de Cabo Verde (EU Católica), que decorre no Auditório deste estabelecimento de ensino, na Praia.

Segundo a governante, estas entidades têm procurado aproximar-se do conhecimento científico, abrindo espaço para debates “abertos e descomplexados”, com foco na compreensão das necessidades contemporâneas e na procura de soluções adequadas.

Lídia Lima sublinhou que este espaço de reflexão, demonstra o “papel fundamental” da academia na construção de uma sociedade “mais consciente, mais capacitada, mais justa e mais inclusiva”.

Na sua intervenção, salientou que discutir género implica reflectir sobre crenças, práticas socioculturais e religiosas, bem como compreender como estas influenciam comportamentos e a promoção de uma cidadania activa e inclusiva.

“Quando falamos de género, falamos de pessoas, de direitos, de oportunidades e de dignidade”, reforçou, defendendo a importância de garantir que homens e mulheres possam exercer plenamente a sua cidadania e contribuir para o desenvolvimento do país.

Para a governante, o país tem sido um “exemplo regional” de boas práticas na defesa e promoção da igualdade de género, fruto da ratificação de convenções internacionais, da implementação de planos de acção sectoriais e da execução de estratégias nacionais de inclusão social e combate à pobreza extrema.

Entre as medidas em curso, Lídia Lima destacou a integração da perspectiva de género no Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável II (PEDS II) e no Orçamento do Estado, garantindo metas específicas em todos os programas governamentais.

A secretária de Estado realçou igualmente, a implementação do Plano Nacional de Igualdade de Género e as reformas legislativas, entre as quais a ampliação da licença de maternidade para 90 dias e a introdução da licença de paternidade para 10 dias.

Sublinhou ainda o papel fundamental da Lei da Paridade, que classificou como um “instrumento determinante” para reorganizar estruturas políticas, comunitárias e sociais, reforçando a representatividade das mulheres em todos os níveis de decisão.

Mencionou também a manutenção do Fundo de Apoio à Vítima, considerando essencial para garantir a protecção e assistência às vítimas de violência baseada no género.

Lídia Lima defendeu, por outro lado, a “necessidade contínua” de promover valores como paz, solidariedade, diálogo e respeito, com vista à construção de uma sociedade livre de violência.

“Precisamos trabalhar para garantir que meninas e mulheres, assim como meninos e homens, tenham igualdade de oportunidades e vivam num ambiente de segurança e dignidade”, concluiu.

A jornada académica, integrada na campanha internacional “16 Dias de Activismo pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas”, reuniu especialistas, líderes religiosos e membros da sociedade civil, para debater esta problemática promovendo uma reflexão crítica sobre o assunto.

DG/CP

Inforpress/Fim

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