
São Filipe, 31 Jan (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga defendeu hoje, em São Filipe, que o projecto “Paz como se faz” reforça o papel das escolas na promoção da cultura de paz em Cabo Verde.
Augusto Veiga, que presidiu a abertura da formação “Paz como se faz”, na Escola Secundária Dr. Teixeira de Sousa, em São Filipe, disse que a Comissão Nacional de Cabo Verde, em parceria com a Unesco, lançou em Novembro de 2024 o projecto “Paz como se faz”, uma iniciativa direccionada às escolas secundárias do país, com o objectivo de promover a educação, a cultura e os direitos humanos como caminhos essenciais para a construção da paz.
Segundo o titular da pasta da Cultura e das Indústrias Criativas, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) defende que as escolas devem actuar como verdadeiras catalisadoras da paz e da transformação social.
“Em Cabo Verde, embora felizmente não vivamos os horrores dos conflitos armados, como acontece hoje em diversas partes do mundo, enfrentamos, no entanto, desafios internos que exigem atenção, como o bullying nas escolas, conflitos familiares, entre outros, que podem levar a uma explosão social”, disse Augusto Veiga.
Neste sentido, sublinhou, o projecto aborda a paz não como um conceito abstrato, mas como uma prática diária, sustentada pela alfabetização emocional e pelo diálogo.
A iniciativa baseia-se nos valores da cultura de paz defendidos pela Unesco, como igualdade, respeito pelos direitos humanos, diversidade cultural, justiça, tolerância, solidariedade e justiça social.
Estes princípios, acrescentou, ganham especial relevância num país onde residem mais de 90 nacionalidades diferentes, refletindo uma pluralidade cultural que exige convivência harmoniosa, respeito mútuo e integração.
A coordenadora da Cultura da Unesco, Fátima Barbosa, explicou que o projecto já foi implementado em vários países e chegou a Cabo Verde no ano passado, com o envolvimento de parceiros estratégicos como os Ministérios da Educação e da Cultura e a Comissão Nacional de Direitos Humanos e Cidadania.
O conteúdo pedagógico do projecto foi especificamente adaptado à realidade cabo-verdiana e a formação de São Filipe coincidiu com a celebração do Dia Internacional da Não Violência e da Paz nas Escolas, assinalado a 30 de Janeiro.
Para Carlos Medina, representante do delegado do Ministério da Educação, o projecto reforça a escola como espaço privilegiado para a formação integral do ser humano e destacou que falar de paz é falar de educação, cidadania, diálogo, tolerância e respeito à diversidade.
Segundo o mesmo, a paz se constrói diariamente através das atitudes individuais e acrescentou que a delegação do Ministério da Educação reafirma o compromisso em apoiar iniciativas que promovam a cultura da paz, em consonância com os princípios da Unesco.
JR/CP
Inforpress/Fim
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