
Tarrafal, 04 Out (Inforpress) – O professor Loisito Tavares de Sousa apresentou hoje, na Baía do Tarrafal, a sua candidatura à Presidência da República, assumindo-se como alternativa de base popular e da sociedade civil, independente dos partidos políticos.
Na apresentação pública da candidatura, Loisito, que se apresenta como filho do Tarrafal e com duas décadas dedicadas ao ensino, afirmou que a sua entrada na corrida presidencial resulta da mobilização de cidadãos de vários municípios e da diáspora.
Loisito Tavares de Sousa agradeceu aos apoiantes que subscreveram a candidatura, destacando, em particular, o contributo de Ribeira Brava, em São Nicolau, cujas assinaturas, segundo explicou, permitiram garantir o equilíbrio territorial exigido pela lei.
O candidato recordou ainda que a sua candidatura foi inicialmente rejeitada, mas posteriormente admitida pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), considerando que a decisão permitiu repor os direitos de participação política dos cidadãos.
“Hoje estamos oficialmente na corrida. Somos a sexta inscrição admitida”, afirmou, acrescentando que estará na posição seis do boletim de voto para a eleição do sexto Presidente da República.
Loisito Tavares de Sousa definiu a candidatura como “de ruptura” com as “velhas práticas”, os “interesses instalados” e uma política que, segundo disse, é feita distante das populações.
“Esta é uma candidatura de base popular. Não nasceu nos gabinetes. Nasceu nas ruas, nas praças, nas escolas, nos campos e nas casas humildes deste país”, declarou, apresentando-a também como uma candidatura da sociedade civil, sem ligação partidária.
Entre os segmentos que afirmou representar estão professores, agricultores, pescadores, mulheres que sustentam famílias, jovens, emigrantes e cidadãos que, segundo defendeu, têm sido deixados para trás.
Questionado sobre o impacto que pretende ter na sociedade, caso seja eleito, o candidato defendeu uma maior valorização do poder presidencial, contrapondo à ideia de que o Presidente da República “não tem poder”.
Para Loisito Tavares de Sousa, Cabo Verde precisa de um Presidente independente, equidistante e capaz de exercer o seu papel de garante da Constituição, mas também de um chefe de Estado “junto com as pessoas” e que conheça a realidade da população.
“Precisamos de um Presidente que abra as portas para o povo, que coloque o poder nas mãos daqueles que têm o poder”, afirmou, defendendo uma presidência mais próxima dos cidadãos.
Sobre a juventude, apontada como uma das marcas da sua candidatura, sustentou que a representação dos jovens na política não deve limitar-se à idade, mas traduzir-se na capacidade de assumir compromissos e contribuir para o futuro do país.
“Mais do que ser jovem ou mais velho, é ter convicção de caminhada, certeza de acção e, principalmente, assumir os compromissos com o povo”, sublinhou.
Além de Loisito Tavares, a corrida às presidenciais de 15 de Novembro integra Gilson Alves, Antero Tavares, Casimiro de Pina, José Maria Neves e Joana Rosa.
MC/ZS
Inforpress/Fim
Partilhar