
Cidade da Praia, 04 Out (Inforpress)- A presidente da Federação Cabo-verdiana de Karaté, Alcinda Lima, fez balanço positivo da formação nacional de senseis e treinadores, apontando a multiplicação dos conhecimentos adquiridos para melhorar a qualidade do treino no Karaté cabo-verdiano actualmente.
A dirigente, que falava à Inforpress à margem da Formação Nacional de Senseis e Treinadores de Karaté, explicou que a acção representa um investimento na qualificação dos agentes técnicos e na preparação dos atletas, com a intenção de fazer chegar os conhecimentos trabalhados durante os dois dias às associações, dojos e clubes.
“A Federação Cabo-verdiana de Karaté pretende que os participantes sejam multiplicadores desse conhecimento”, afirmou Alcinda Lima, defendendo a extensão dos benefícios da iniciativa às diferentes estruturas da modalidade.
A presidente sublinhou o percurso do formador Pedro Candeias, que possui cerca de 25 anos de experiência na área, e a possibilidade de acompanhar posteriormente a aplicação dos conhecimentos transmitidos durante a formação.
A intenção, avançou é conhecer a realidade cabo-verdiana, acompanhar a aplicação prática dos conteúdos e obter um retorno que permita identificar melhorias no trabalho desenvolvido pelos treinadores.
Para Alcinda Lima, a qualificação dos senseis e treinadores deve também estar alinhada com uma visão de futuro para o Karaté cabo-verdiano, tendo em conta a integração da Federação nas estruturas internacionais da modalidade.
A dirigente apontou ainda as crianças como um dos principais públicos procurados pelo Karaté, por considerar que a prática da modalidade contribui para o desenvolvimento de valores como disciplina, respeito e humildade.
A importância da capacitação foi reconhecida também por Fredilson Évora, formando oriundo da região do Sal e com cerca de dez anos de experiência no treino de Karaté, que considera que a capacitação permite transformar práticas adquiridas de forma empírica em conhecimentos com uma base mais científica.
Para o treinador, a aprendizagem permite ainda planear o trabalho de forma mais adequada, desde uma aula até períodos mais longos de preparação, tendo em conta a idade, o nível e os objectivos de cada atleta.
Évora defendeu que a replicação dos conteúdos nas diferentes regiões poderá ampliar o impacto da formação e contribuir para melhorar os métodos de treino utilizados nas competições regionais e nacionais.
KF/ZS
Inforpress/Fim
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