
São Filipe, 06 Set (Inforpress) – Quatro dos 13 pacientes internados no Hospital Regional São Francisco de Assis após o acidente de viação no Fogo estão sob cuidados especiais devido à gravidade dos traumas, informou hoje o ministro da Saúde.
Lúcio Miranda indicou que os pacientes internados têm idades compreendidas entre os seis e os 16 anos e que, inicialmente, eram 14, mas um deles recebeu hoje alta hospitalar e já se encontra junto dos familiares.
Segundo o ministro, os quatro casos mais graves apresentam múltiplos traumas, nomeadamente abdominais e cranianos, tendo alguns sido submetidos a intervenções cirúrgicas e encontrando-se entubados e com respiração assistida. O estado de saúde é, neste momento, considerado estável.
“Esperamos a evolução nas próximas 24 a 48 horas para ver o desfecho, mas estamos confiantes que, com a actuação que foi feita, devemos conseguir salvar estas quatro vidas”, afirmou Lúcio Miranda.
Para reforçar a capacidade de resposta do Hospital Regional São Francisco de Assis, o Ministério da Saúde mobilizou uma equipa médica da Cidade da Praia, constituída por profissionais de várias especialidades, incluindo neurocirurgião, cirurgião, reumatologista, intensivista e cardiologista, além de enfermeiros de terapia intensiva.
O ministro explicou que a equipa está dedicada exclusivamente ao acompanhamento das vítimas do acidente e garantiu que, nesta primeira fase, estão a ser assegurados no hospital do Fogo os mesmos cuidados que poderiam ser prestados na Cidade da Praia.
“Temos toda a equipa aqui para dedicar única e exclusivamente aos acidentados neste momento. Os mesmos cuidados que podíamos fazer na Praia estão a ser feitos aqui”, assegurou.
Além dos pacientes politraumatizados, permanece internada uma mulher grávida, cujo estado de saúde e o do bebé são considerados estáveis.
Lúcio Miranda adiantou que, concluída esta primeira fase de atendimento e estabilização, os pacientes que necessitarem de cuidados diferenciados serão transferidos para a Cidade da Praia ou para outra unidade hospitalar adequada.
“Depois desta primeira etapa, tudo o que tiver necessidade de ser transferido para a Praia ou outro destino vamos fazê-lo”, garantiu.
Depois de visitar os pacientes internados, o ministro da Saúde deslocou-se, juntamente com o primeiro-ministro, ao local do acidente. Contudo, o denso nevoeiro que se fazia sentir não lhes permitiu avaliar a dimensão da tragédia, que provocou 25 mortos e 14 feridos, quatro dos quais em estado grave.
JR/JMV
Inforpress/Fim
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