Sindicatos preocupados exigem respostas para valorização dos profissionais da segurança privada

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Sindicatos preocupados exigem respostas para valorização dos profissionais da segurança privada
04/11/26 - 02:25 pm

Cidade da Praia, 04 Nov (Inforpress) – Os sindicatos representativos dos trabalhadores da segurança privada em Cabo Verde manifestaram hoje, na cidade da Praia, preocupação com a valorização da classe e exigiram respostas concretas para a resolução definitiva dos problemas do sector.

A posição foi expressa numa conferência de imprensa conjunta pelo Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pescas (Siscap), Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Serviços (Siscsa), Sindicato Nacional de Agentes de Segurança Pública e Privada, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (Sintsel), Sindicato da Indústria, Agricultura e Pesca (Siap) e Sindicato da Indústria, Comércio e Turismo de Cabo Verde (Sicotur).

“Reunimo-nos hoje com um propósito comum: manifestar a nossa preocupação perante a situação que continua a afectar os trabalhadores da segurança privada em Cabo Verde e exigir respostas concretas relativamente à implementação da nova grelha salarial e à necessária valorização profissional, laboral e social desta classe de trabalhadores”, afirmou o porta-voz e representante sindical Nilton Vaz.

Segundo o presidente do Sicotur, os sindicatos têm privilegiado o diálogo e a negociação com a tutela, na procura de uma solução definitiva, mas consideram que chegou o momento de transformar os compromissos assumidos em decisões concretas, com responsabilidades e prazos definidos.

“A nossa prioridade continua a ser a solução através do diálogo e da concertação social. Porém, caso não sejam alcançados compromissos sérios e concretos, não excluímos o recurso a outras formas legítimas de luta sindical, incluindo uma eventual greve nacional”, frisou.

Neste sentido, Nilton Vaz explicou que os sindicatos solicitaram, há quase 20 dias, uma reunião com o ministro da Administração Interna, com vista à negociação e assinatura de um memorando de entendimento que garanta a implementação efectiva da nova grelha salarial e estabeleça um calendário para a sua execução, mas ainda sem resposta.

Por sua vez, o presidente do Siscap, Eliseu Tavares, afirmou que nenhuma empresa começou ainda a cumprir a nova grelha salarial, aprovada com o novo Estatuto do Pessoal da Segurança Privada, em vigor desde Julho, alegando que a sua aplicação depende também do pagamento dos serviços por parte dos clientes.

“Estamos a insistir no encontro com a tutela, porque o maior cliente é o Estado e o Estado que faz as leis não cumpre. Não podemos permitir que leis aprovadas não sejam cumpridas”, declarou.

A posição dos sindicatos surge na sequência de um encontro com o presidente da Associação Nacional de Empresas de Segurança Privada (ANESP) e de uma reunião realizada em Agosto, na Praia, com o ministro da Administração Interna, Carlos Sena, para analisar a situação do sector.

DR/CP

Inforpress/Fim

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