
Cidade da Praia, 08 Jan (Inforpress) – O Sindep considerou hoje que a formação contínua dos docentes é um compromisso assumido no Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR), realçando que a principal prioridade do sindicato está relacionada com a justiça laboral.
O presidente do Sindicato Nacional dos Professores (Sindep), Jorge Cardoso, falava em declarações à Inforpress a propósito de um comunicado emitido pelo Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof), que pediu ao Ministério da Educação para que seja dada uma “atenção especial e estratégica” à formação contínua dos professores, neste ano de 2026.
Segundo o Sindep, a formação e a contribuição do Ministério da Educação, nomeadamente na capacitação dos professores que ainda não possuem o grau mínimo de licenciatura, estão previstas no próprio PCFR.
“Agora, a nossa prioridade tem a ver com a justiça”, enfatizou, explicando que o foco do Sindep incide sobre a aplicação justa do PCFR, tanto para os professores com menos habilitações académicas como para aqueles com mais anos de serviço, sobretudo, no que diz respeito às promoções.
Conforme avançou o sindicalista, entre as grandes prioridades está a implementação do PCFR para as monitoras de infância, bem como a resolução das situações que afectam os professores aposentados.
Jorge Cardoso apontou, igualmente, como preocupação central a não publicação da redução da componente lectiva, um direito que, segundo frisou, ainda não foi efectivado e constitui “uma grande injustiça” para os docentes que já reúnem os requisitos legais para beneficiar desta medida.
Questionado se acredita que o Governo conseguirá resolver estas pendências ainda este ano, o presidente do Sindep afirmou que não acredita no Ministério da Educação, liderado por Amadeu Cruz, devido ao incumprimento de vários compromissos, como a publicação da lista de redução da carga horária e o pagamento das férias aos professores que trabalharam com contratos a termo.
“O Ministério não fez isso, e também para com os aposentados, de modo que é claro que nós colocamos muita interrogação e até temos uma certa dúvida na boa-fé por parte do Ministério da Educação”, declarou, evidenciando os problemas que ainda afectam a classe docente cabo-verdiana.
Na mesma ocasião, Jorge Cardoso aproveitou para dirigir uma mensagem aos professores, em especial aos associados do Sindep, lembrando que a actual direcção saiu reforçada das eleições realizadas a 27 de Dezembro, dando início a um novo mandato de quatro anos.
O dirigente sindical apelou à união dos professores para a defesa dos interesses da classe e, principalmente, resgatar o estatuto docente perdido em 2025, com a aprovação e publicação do PCFR.
LT/HF
Inforpress/Fim
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