Silvino Chantre destaca liderança e exigência na formação de futuros oficiais nas Academias Militares dos EUA

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Silvino Chantre destaca liderança e exigência na formação de futuros oficiais nas Academias Militares dos EUA
29/10/26 - 02:34 pm

Cidade da Praia, 29 Out (Inforpress) - O vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Silvino Chantre, apontou hoje a formação nas Academias Militares dos Estados Unidos como uma oportunidade para reforçar a liderança e a preparação dos futuros oficiais das Forças Armadas de Cabo Verde.

Em entrevista à Inforpress após a sessão de esclarecimento sobre as Academias Militares dos EUA, promovida pelas Forças Armadas de Cabo Verde, em parceria com o US Military Group Cabo Verde e a Embaixada de Cabo Verde nos Estados Unidos, aquele responsável explicou que a iniciativa surge no âmbito da cooperação militar entre os dois países, que já contempla diferentes áreas de formação académica e militar.

A mesma fonte destacou a importância do empenho dos jovens candidatos e das exigências académicas, físicas e linguísticas do processo de selecção.

Segundo Silvino Chantre, a possibilidade de formação nas Academias Militares norte-americanas permitirá alargar as oportunidades de preparação dos futuros oficiais, tendo em conta a importância da liderança no exercício das funções de comando.

“A formação dos militares exige forte empenhamento na área da liderança”, declarou, salientando que os oficiais terão, no futuro, a responsabilidade de liderar equipas, grupos e unidades militares.

Silvino Chantre salientou ainda a experiência dos EUA na formação de líderes militares, considerando que a integração destas academias nas áreas de cooperação existentes poderá contribuir para fortalecer a preparação dos quadros das Forças Armadas de Cabo Verde.

Quanto às condições de acesso, Silvino Chantre precisou que os candidatos devem ter concluído o 12.º ano de escolaridade, possuir entre 17 e 22 anos de idade e não ultrapassar os 22 anos até Junho 2027 e a selecção inclui ainda testes físicos, académicos e de língua inglesa.

Sobre o número de vagas disponíveis, explicou que ainda não existe uma definição, uma vez que essa informação dependerá da disponibilidade a ser comunicada pelas instituições norte-americanas.

Acrescentou, entretanto, que o número de candidatos que poderão ser colocados nas academias será conhecido ao longo do processo de candidatura e avaliação.

Apesar de as Forças Armadas de Cabo Verde ainda não terem conseguido colocar candidatos nas Academias Militares dos Estados Unidos, o vice-chefe do Estado-Maior manifestou confiança na concretização desse objectivo.

“As expectativas são grandes”, afirmou, acrescentando que o propósito é contar, no futuro, com oficiais cabo-verdianos formados nessas instituições.

Aos jovens apelou à confiança nas próprias capacidades, à preparação rigorosa e à determinação para enfrentar as exigências do processo de selecção.

A sessão destacou que a formação militar no estrangeiro vai além da qualificação académica, promovendo o patriotismo, o respeito pelos valores constitucionais e o desenvolvimento de competências de liderança.

A iniciativa reforça a cooperação entre os dois países na preparação de oficiais para os desafios da defesa e da segurança nacional.

CG/ZS

Inforpress/Fim

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