São Vicente: Projecto de expansão do Porto Grande “exigiu muita negociação, preparação e estudos” – primeiro-ministro

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São Vicente: Projecto de expansão do Porto Grande “exigiu muita negociação, preparação e estudos” – primeiro-ministro
28/02/26 - 02:45 pm

Mindelo, 28 Fev (Inforpress) – O projecto de ampliação e expansão do Porto Grande foi apresentado hoje, no Mindelo, e está orçado em 82 milhões de euros com financiamento internacional, depois de “muita negociação, preparação e estudos”, frisou o primeiro-ministro.

Segundo Ulisses Correia e Silva, que presidiu à cerimónia de apresentação do projecto, é bom assinalar que investimentos desta natureza, o seu impacto, projecção e todo o processo está no `backup´, que “exigiu muita negociação, preparação, projectos e estudos”.

“Essencialmente a convencer os nossos parceiros de que o investimento de 82 milhões de euros, que é um investimento viável e impactante, ninguém investe, seja ele doador, seja ele criador, num investimento desta natureza sem estar convencido do seu impacto transformador”, sublinhou.

O chefe do Governo garantiu terem sido “negociações duras” com os dois financiadores, a União Europeia, que entra com componente de donativos, e o Banco Europeu de Investimentos, que entra com componente de empréstimos “em condições favoráveis”.

E para os convencer, foi preciso, conforme a mesma fonte, apresentar o porto como um instrumento dentro do conceito da Zona Económica Especial da Economia Marítima em São Vicente, área onde, frisou Ulisses Correia e Silva, “Cabo Verde tem um grande potencial”.

Para além da apresentação do projecto, fez-se durante o acto de hoje o lançamento do concurso de pré-selecção de empreiteiro que deverá responsabilizar-se pela concepção da infra-estrutura.

Uma infra-estrutura que permitirá, tal como indicou o presidente da Enapor, Ireneu Camacho, trabalhar com portos dedicados e transformar por completo as operações em Cabo Verde.

“Com isso, pretendemos ser um porto mais eficiente, mais competitivo, queremos melhorar as nossas condições de segurança. Nós queremos também responder positivamente às exigências futuras do tráfego marítimo portuário e, claro, promover o `transhipment´”, enalteceu Ireneu Camacho.

A expansão, completou, vai possibilitar criar outras condições de tráfego de passageiros e mercadorias de trilhas.

O projecto, conforme informações avançadas pela arquitecta da Enapor, Yara Fernandes, durante a apresentação, contempla a construção de um quebra-mar de 575 metros.

Por outro lado, abarca a criação de mais dois cais, um mais a este com 290 metros de comprimento, 120 de largura e menos 14 metros de profundidade, o segundo, mais a oeste, terá 370 metros de comprimento, 120 de largura e menos 13,5-14 metros de profundidade.

No conjunto das intervenções, pretende-se ampliar a área para contentores em cerca de 80 por cento (%), assim como a construção de uma nova doca de atracação com 260 metros para o tráfego de granéis.

Assim como, a reorganização dos cais 1 e 2 para a actividade exclusiva de transbordo do pescado.

A intenção, de acordo com a arquitecta, é aumentar a expansão do Porto Grande para a movimentação de 1,5 mil toneladas por ano, em vez dos 1,2 mil registados actualmente.

Um crescimento sustentado, sublinhou, que se pretende atingir até 2030, com a possibilidade de chegar 2,5 mil toneladas até 2047.

O projecto está orçado em 82 milhões de euros, financiados pelo Banco Europeu de Investimentos e a União Europeia, com um plano de execução de 42 meses.

Durante a fase de construção, há intenção de criar 300 a 500 postos de trabalho directos, para além de inúmeros indirectos.  

LN/HF

Inforpress/Fim

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