
Mindelo, 24 Ago (Inforpress) – A obra do Canal de Chã de Alecrim, avaliada em cerca de 85 mil contos, encontra-se com uma execução física e financeira de aproximadamente 90 por cento (%) e deverá estar concluída até finais de Setembro.
A informação foi avançada hoje à Inforpress pelo ministro das Infra-estruturas, Habitação e Ordenamento do Território, Carlos Alberto Tavares, durante uma visita à obra realizada para minimizar os efeitos de chuvas intensas em São Vicente.
“É uma obra importante para a drenagem na cidade do Mindelo”, afirmou o ministro, para quem a intervenção deverá “minimizar os estragos eventuais relacionados com chuvas intensas, sobretudo nesta parte da cidade”.
Segundo o governante, a empreitada representa um investimento de cerca de 75 mil contos, acrescido de aproximadamente 10 mil contos para fiscalização, e será posteriormente ligada ao vale da praia da Laginha, para completar a drenagem deste segmento da cidade.
Carlos Alberto Tavares apontou como principais constrangimentos a falta de mão de obra e a necessidade de maior articulação com empresas de telecomunicações, electricidade e água, mas considerou que, no geral, os trabalhos decorrem a bom ritmo.
A intervenção integra o pacote de recuperação pós tempestade Erin e os investimentos previstos pelo Governo para São Vicente.
Segundo o ministro, a ilha tem previsto, através de uma resolução governamental de 2025, um pacote de investimentos de cerca de 3,5 milhões de contos, dos quais apenas 27% tinham sido mobilizados pelo anterior Governo.
O governante apontou ainda a necessidade de reforçar o planeamento urbano e a criação de infra-estruturas resilientes para reduzir os impactos de fenómenos climáticos extremos.
“Com intervenções preventivas, com a criação de infra-estruturas adequadas e com um planeamento urbano adequado, conseguimos minimizar muito esses fenómenos”, afirmou.
Durante a deslocação, o ministro reuniu-se também com responsáveis da Câmara Municipal de São Vicente, tendo destacado a necessidade de uma articulação próxima entre o Governo e o poder local.
“As questões e os desafios que São Vicente tem exigem uma articulação muito próxima, cooperação e diálogo entre o poder central e a Câmara Municipal”, sublinhou Carlos Alberto Tavares.
Entre as prioridades apresentadas pela autarquia, enumerou a habitação social, a reabilitação de casas e bairros degradados e intervenções nas encostas, além de obras de recuperação "pós-Erin” e questões relacionadas com o planeamento urbano.
LN/HF
Inforpress/Fim
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