
Mindelo, 01 Jul (Inforpress) – A Adeco manifestou hoje “profunda preocupação” com os aumentos registados nos preços máximos dos combustíveis para o mês de Julho, considerando que essa inflação terá impacto directo no custo de vida das famílias e na economia nacional.
Em comunicado, a Associação para a Defesa do Consumidor (Adeco) disse que as “ligeiras reduções” verificadas nos preços da gasolina, do gás butano e do petróleo, são insuficientes para compensar os aumentos considerados "elevados" no gasóleo para electricidade, fuelóleos, gasóleo marinha e gasóleo normal.
Segundo a Adeco, o gasóleo para produção de electricidade sofreu um aumento de 26,32 por cento (%), sendo que passou de 98,80 para 124,80 escudos a litro, enquanto o Fuel 180 registou aumento de 24,25 % e o Fuel 380 teve um aumento de 22,91 %.
Já o gasóleo marinha aumentou 15,04 %, passando de 95,10 para 109,40 escudos a litro e o gasóleo normal 2,04 %, subindo de 137,10 para 139,90 escudos a litro.
Conforme a associação, estes aumentos terão repercussões na produção de energia eléctrica e na dessalinização da água, podendo traduzir-se em tarifas mais elevadas para os consumidores.
“A Adeco considera inaceitável que os consumidores suportem nestes termos os efeitos da instabilidade dos mercados internacionais e dos elevados custos de importação e logística, que representam uma parte significativa da formação dos preços”, considerou.
Como impacto desses aumentos, a Adeco prevê igualmente um agravamento dos custos dos transportes rodoviário e marítimo, com reflexos no frete e na distribuição de mercadorias entre as ilhas.
Esta situação, de acordo com a organização, poderá contribuir para uma inflação generalizada e para a redução do poder de compra das famílias cabo-verdianas.
Face a este cenário, a associação defende a adopção de medidas urgentes por parte do Governo para mitigar os efeitos da subida dos combustíveis propondo, entre outras medidas, a suspensão temporária ou redução de algumas taxas, bem como uma revisão da fórmula de cálculo dos preços máximos dos combustíveis, com maior transparência relativamente aos custos de logística e distribuição.
A Associação apelou ainda ao reforço das tarifas sociais de água e electricidade para proteger as famílias de menores rendimentos, assegurando que estas continuem a ter acesso aos serviços essenciais.
CD/ZS
Inforpress/Fim
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