
Assomada, 11 Mar (Inforpress) – As feiras realizadas às quartas-feiras e aos sábados na rua de Sucupira, em Assomada, registam uma fraca movimentação de compradores e vendedores, constataram hoje as vendedoras.
Esse facto, segundo as mesmas, tem afectado significativamente as vendas nos últimos anos.
Durante muitos anos, os dias de feira em Sucupira eram marcados por grande afluência de pessoas, obrigando mesmo ao fecho da estrada para permitir que as vendedoras colocassem os seus produtos na rua, entre roupas, sapatos, alimentos e outros artigos.
No entanto, de alguns anos para cá, a realidade mudou. A movimentação diminuiu consideravelmente, situação que os comerciantes associam, sobretudo, à emigração de muitas pessoas, tanto de quem comprava como de quem vendia.
Em declarações à Inforpress, Mira Freire, que vende na rua de Sucupira há vários anos, afirmou que a quebra nas vendas começou a sentir-se com mais intensidade a partir de 2018.
“De 2018 para cá a venda baixou muito. Há dias em que quase não vendemos nada e isso desanima muito. Às vezes até falta vontade de vir para Sucupira”, afirmou.
Segundo a vendedora, no passado a realidade era bem diferente, uma vez que os produtos escoavam rapidamente.
“Antes vendíamos muito. Às vezes comprávamos um bidão de roupas e outros produtos e conseguíamos vender tudo em uma semana ou até num só dia”, recordou.
Actualmente, acrescenta, devido à fraca movimentação, pode levar mais de três meses para vender a mesma quantidade de produtos.
Apesar das dificuldades, Mira Freire garante que continua na actividade porque considera ser uma alternativa melhor do que ficar em casa ou trabalhar como empregada doméstica.
Ana Maria, outra vendedora que trabalha no mesmo local, partilha da mesma opinião e afirma que há dias em que as vendas são tão fracas que mal conseguem recuperar o dinheiro investido.
“Há dias em que nem tiramos o dinheiro da porta, nem para o almoço”, lamentou.
Mesmo perante este cenário, alguns vendedores continuam a marcar presença nos dias de feira, na esperança de que o movimento volte a aumentar e que as vendas melhorem.
DV/HF
Inforpress/Fim
Partilhar