
Ribeira Brava, 25 Jul (Inforpress) – O delegado de saúde da Ribeira Brava, Élvio Pereira, considerou positiva a Mega-campanha Nacional de Limpeza realizada hoje no município, mas lamentou a fraca adesão de voluntários e instituições, defendendo maior mobilização da população ao longo do ano.
Segundo Élvio Pereira, a campanha, promovida em parceria com a câmara municipal e outras instituições, contou com uma participação reduzida de voluntários, situação que atribuiu, em parte, ao curto período de preparação e sensibilização.
“Foi uma campanha positiva”, afirmou, destacando, contudo, que “a única coisa que naturalmente ficou a desejar foi a adesão de voluntários”, tendo participado no trabalho de terreno, segundo indicou, apenas funcionários da delegacia de saúde, câmara municipal e Polícia Nacional e dois voluntários.
O responsável felicitou, por outro lado, a população de Preguiça pela adesão à iniciativa, considerando que a comunidade deu “um exemplo a ser seguido por outras zonas” do município.
Para Élvio Pereira, mais importante do que a realização de uma campanha pontual é garantir que o trabalho de limpeza e eliminação de possíveis criadouros de mosquitos seja mantido durante todo o ano.
“Cada pessoa, em sua casa, deve fazer a sua própria campanha de limpeza”, defendeu, apelando à eliminação de recipientes que possam acumular água, como latas, plásticos, garrafas, baldes e outros objetos.
O delegado de saúde alertou que a população de mosquitos na Ribeira Brava é uma preocupação e lembrou que o município registou casos de dengue no ano passado, enquanto os últimos casos de paludismo foram registados há vários anos e tiveram origem importada.
“É uma preocupação e é uma luta de todos nós”, sublinhou, salientando que a prevenção das doenças transmitidas por vetores não é responsabilidade exclusiva das autoridades de saúde, mas também das instituições e da população.
Élvio Pereira explicou que as acções de pulverização, embora importantes, não resolvem por si só o problema, uma vez que têm como principal objectivo eliminar os mosquitos adultos e possuem um efeito limitado no tempo.
Segundo o responsável, a eliminação das larvas e dos possíveis criadouros constitui uma das medidas mais importantes, uma vez que os recipientes com água parada podem permitir a reprodução do mosquito.
Neste sentido, recomendou que recipientes utilizados para armazenar água sejam devidamente tapados, que os vasos de plantas sejam mantidos sem água acumulada e que outros recipientes sejam eliminados ou lavados regularmente, pelo menos duas vezes por semana.
O delegado de saúde defendeu ainda que futuras campanhas devem ser preparadas com maior antecedência e que se deve ponderar a realização das atividades em diferentes dias da semana, de forma a permitir uma maior participação de pessoas com compromissos ao fim de semana.
WM/CP
Inforpress/Fim
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