
Assomada, 19 Set (Inforpress) – O ministro da Educação, Arnaldo Brito, anunciou hoje medidas para reforçar a conservação das escolas e responsabilizar os directores pelo estado das infra-estruturas, garantindo que o ano lectivo arranca segunda-feira sem sobressaltos.
A posição foi expressa à imprensa, após um encontro de concertação e acompanhamento dos preparativos para a abertura do ano lectivo 2026/2027, realizado no Auditório do Liceu Amílcar Cabral, em Santa Catarina.
“Está tudo pronto. É natural que eventualmente haja outro aspecto que precisa ser afinado, mas está tudo a postos. Vamos começar o novo ano lectivo sem grandes sobressaltos”, afirmou o governante.
Entre as prioridades do Governo para o sector, Arnaldo Brito destacou o reforço do acesso à educação, a redução dos custos para as famílias, a garantia de transporte escolar, a disponibilização de merenda quente e o apoio aos alunos e encarregados de educação.
O ministro apontou igualmente o aumento do acesso ao ensino superior como um dos compromissos do executivo, incluindo a assunção dos custos das mensalidades dos estudantes nas instituições públicas, nomeadamente na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e na Universidade Técnica do Atlântico (UTA).
Segundo explicou, a medida visa criar condições para que jovens provenientes de famílias de baixos rendimentos possam frequentar o ensino superior, considerando a educação um investimento estratégico para o desenvolvimento do país.
No ensino básico, anunciou ainda a intenção de trabalhar na integração do pré-escolar, com o objectivo de reforçar a atenção dedicada a esta etapa e preparar melhor as crianças para a entrada no ensino formal.
Relativamente às infra-estruturas escolares, o ministro reconheceu que a reabilitação e manutenção constituem desafios permanentes, devido à degradação dos edifícios por diferentes motivos.
Arnaldo Brito defendeu uma mudança na administração escolar, com maior intervenção dos directores na conservação dos estabelecimentos, mobilizando pais, comunidades e empresas para apoiar trabalhos como pintura, reparação de portas, janelas e casas de banho.
“As escolas têm que estar bem apresentadas, limpas, pintadas, ordenadas, no sentido de criar aquele ambiente atractivo e acolhedor à aprendizagem”, sublinhou.
O responsável advertiu que o Ministério da Educação não pretende manter escolas degradadas, defendendo que o estado físico dos estabelecimentos influencia o ambiente educativo e o comportamento dos alunos.
Neste sentido, anunciou que os directores deverão apresentar, no início de cada ano lectivo, uma caracterização das condições das respectivas escolas e as medidas previstas para corrigir as debilidades identificadas.
No final do ano lectivo, terão igualmente de entregar um relatório sobre as intervenções realizadas, documento que servirá de base à avaliação da continuidade dos directores à frente dos estabelecimentos.
“Não vamos abrir mão dessa exigência. Vamos ser muito duros na questão do cuidado, da manutenção e da limpeza da escola”, afirmou Arnaldo Brito.
O encontro realizado em Santa Catarina teve como propósito acompanhar o estado dos preparativos para o ano lectivo 2026/2027 e reforçar a articulação entre o Ministério da Educação, a delegação local e os seus colaboradores.
MC/JMV
Inforpress/Fim
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