IGAE regista 89% de incumprimento no comércio a retalho, taxa mais elevada dos últimos seis anos

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IGAE regista 89% de incumprimento no comércio a retalho, taxa mais elevada dos últimos seis anos
19/09/26 - 03:10 pm

Mindelo, 19 Set (Inforpress) – A Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE) registou uma taxa de incumprimento de 89% em 208 fiscalizações realizadas, entre 01 e 15 de Setembro, a estabelecimentos comerciais a retalho na Praia e no Mindelo.

Segundo uma nota da IGAE a que a Inforpress teve acesso, as acções de fiscalização foram realizadas em parceria com a Polícia Nacional e as polícias municipais da Praia e de São Vicente, abrangendo estabelecimentos como minimercados e mercearias.

As operações permitiram identificar diversas situações consideradas susceptíveis de colocar em risco a saúde dos consumidores, tendo sido apreendidos vários produtos alimentares por se encontrarem fora do prazo de validade, mal conservados ou infestados por pragas.

Entre os produtos apreendidos estavam ainda aguardentes falsificadas, descritas pela IGAE como aguardente produzida com açúcar refinado.

“A taxa de incumprimento registada foi de 89%, o que implica que o consumidor está sujeito a vários e graves riscos”, refere a instituição na nota.

No decurso das operações, foram igualmente suspensos temporariamente 35 estabelecimentos por falta de condições de higiene, tendo os responsáveis, em média, necessitado de dois dias para procederem à limpeza e desinfestação dos espaços comerciais, antes da reabertura.

Segundo a IGAE, entre os problemas detectados estavam a presença de ratos, baratas e outras pragas.

As operações incidiram também sobre a comercialização de aguardentes ilegais, alegadamente produzidas nos concelhos de São Lourenço dos Órgãos, São Domingos e Ribeira Grande de Santiago.

De acordo com a IGAE, estas aguardentes “têm causado graves problemas de saúde e mortes a vários jovens”, contribuindo para o agravamento do quadro de alcoolismo na ilha de Santiago e noutras ilhas, nomeadamente no Maio.

A IGAE e as entidades parceiras apelaram, por isso, à responsabilidade dos operadores económicos e à colaboração dos cidadãos no combate às práticas ilícitas que, segundo a instituição, comprometem a economia nacional e a saúde pública.

CD/JMV

Inforpress/Fim

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