
Ribeira Grande, 21 Set (Inforpress) – A delegada do Ministério da Educação na Ribeira Grande disse hoje que várias escolas do concelho continuam a precisar de intervenções ao nível das infra-estruturas, do mobiliário e dos equipamentos, apesar das melhorias realizadas anteriormente.
Maria Teresa da Cruz reconheceu que alguns estabelecimentos receberam pinturas e pequenas intervenções, mas disse que persistem situações que exigem “atenção especial” por parte do Ministério da Educação.
A responsável apontou como uma das situações mais preocupantes em relação ao anexo da escola secundária Suzete Delgado, visitado recentemente durante a deslocação do ministro da Educação a Santo Antão, cujo estado classificou como “bastante lastimável”.
Segundo explicou, algumas salas daquele espaço não apresentam actualmente condições adequadas para receber aulas e qualquer intervenção de maior dimensão terá de ser programada para o período das férias grandes.
“O trabalho que deve ser feito ali não consegue ser realizado apenas numa interrupção lectiva. Segundo os técnicos, precisa de uma intervenção durante as férias grandes”, explicou.
A Escola de Boca de Coruja é outro estabelecimento que, conforme a delegada, necessita de obras, existindo igualmente escolas onde deverá ser analisada a substituição ou remoção de coberturas com telhas de amianto.
Maria Teresa da Cruz apontou ainda necessidades relacionadas com a substituição de mobiliário, colocação de secretárias para professores e disponibilização de outros materiais, estando previsto um levantamento mais exaustivo das condições dos estabelecimentos.
Segundo a delegada, algumas escolas receberam pintura exterior, mas continuam a precisar de reparações interiores para proporcionar um ambiente mais acolhedor a alunos e professores.
Outro desafio identificado neste início de ano lectivo prende-se com o aumento do número de alunos com necessidades educativas especiais, situação que obrigou ao desdobramento de algumas turmas.
“Não foi pelo número de alunos, mas pelo aumento de alunos com necessidades educativas especiais”, explicou.
De acordo com a responsável, estão sinalizados cerca de dez alunos com autismo, além de crianças com outras necessidades específicas, o que exige turmas mais reduzidas para permitir maior acompanhamento por parte dos professores.
A delegada explicou ainda que, sobretudo nas escolas do interior, continuam a existir turmas compostas, mas salientou que a organização das turmas procura, igualmente, responder às necessidades particulares dos estudantes.
“O objectivo é permitir que os professores possam dar uma atenção especial a todos os alunos”, afirmou.
Maria Teresa da Cruz defendeu, por isso, a continuidade das intervenções nas escolas ao longo do ano, de forma a melhorar progressivamente as condições de ensino e aprendizagem no concelho da Ribeira Grande.
LFS/HF
Inforpress/Fim
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