
Espargos, 21 Set (Inforpress) – O ano lectivo na ilha do Sal arrancou de “forma normal, muito organizado e com energia positiva”, sem constrangimentos de maior, garantiu o delegado de Educação, prevendo que a população estudantil possa atingir os oito mil alunos.
Sob o lema nacional “Educação e conhecimento, transformando o presente e construindo futuros de Cabo Verde”, o responsável da Educação na ilha, Adilson Cruz, adiantou que o início das aulas foi precedido de um trabalho articulado de preparação, com visitas a todas as escolas, encontros metodológicos com coordenadores e levantamento de necessidades para antecipar eventuais problemas.
A rede escolar da ilha abrange 22 jardins de infância, o ensino básico e secundário estruturado em agrupamentos, como o de Santa Maria e o Olavo Moniz, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Actualmente, a ilha regista um total de 7.534 alunos matriculados, número que, segundo o delegado, poderá chegar aos 8.000 estudantes devido à forte dinâmica demográfica da ilha.
“A ilha do Sal tem uma dinâmica demográfica muito grande, há muita movimentação. A nossa rede escolar está a crescer e a proporcionar infra-estruturas, mas é preciso que os governantes pensem nisso”, advertiu.
Para dar resposta à procura, a ilha conta com perto de 300 salas de aula e um corpo docente de 372 professores.
Contudo, o delegado revelou que nem todos os docentes se encontram ainda no concelho, devido a “situações administrativas pendentes e outras razões” que estão a ser acompanhadas.
No capítulo das infra-estruturas, o responsável apontou a necessidade urgente de uma “remodelação de fundo” em vários estabelecimentos de ensino antigos, especificando as escolas da Palmeira, Kim Barbosa, Pretória e a Escola Básica e Secundária Olavo Moniz (EBSOM).
O delegado alertou, no entanto, que o plano de manutenção e remodelação destes edifícios está condicionado por cortes no orçamento destinado aos agrupamentos escolares.
Segundo detalhou, o agrupamento de Santa Maria/Quim Barbosa sofreu um corte de um milhão de escudos, enquanto o agrupamento que abrange as zonas de Espargos e Palmeira viu a sua verba reduzida em três milhões de escudos.
“Quando assim é, fica complicado fazer a manutenção de escolas que precisam mesmo de uma intervenção urgente”, desabafou.
Apesar das dificuldades, o delegado deixou uma mensagem de confiança à comunidade educativa, pedindo “forte engajamento, união e colaboração” para o presente ano lectivo.
Desejou sucessos e boa aprendizagem aos alunos, manifestou o seu reconhecimento aos professores pela valorização do seu trabalho diário e apelou aos pais e encarregados de educação para que se aproximem das escolas e acompanhem os filhos, sublinhando que “educar é uma responsabilidade colectiva”.
NA/HF
Inforpress/Fim
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