
Porto Novo, 27 Ago (Inforpress) – A ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social, Adélsia Almeida, anunciou hoje a construção de um pólo social na cidade do Porto Novo, em Santo Antão, com várias valências para responder à problemática da infância.
Adélsia Almeida, que está de visita a Santo Antão, esteve a discutir com a presidente da edilidade porto-novense, Elisa Pinheiro, a necessidade de o município do Porto Novo acolher este pólo social, tendo a garantia de que a câmara municipal vai disponibilizar os terrenos para a construção das instalações, que devem situar-se em Alto São Tomé.
“Juntos vamos mobilizar os recursos para a concretização deste projecto”, assegurou a ministra, que começou a visita a Santo Antão pelo município do Porto Novo, onde, ao longo do dia de hoje, esteve a discutir com os parceiros a necessidade de “um trabalho conjunto e articulado” no município, em prol das crianças, dos idosos e das pessoas com deficiência.
No encontro com a Câmara Municipal do Porto Novo, discutiu-se também a possibilidade de reconversão dos centros multiusos espalhados pelas comunidades em espaços de atendimento às crianças e aos idosos, que ficaram desprotegidos com o êxodo da população jovem.
Ainda neste encontro analisou-se a necessidade de a ilha de Santo Antão dispor de serviços representativos da Inspecção-geral de Trabalho e da Direcção-geral do Trabalho, tendo em conta a especificidade desta ilha, onde o mercado de trabalho é, essencialmente, informal.
A visita da ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social insere-se numa missão conjunta com o representante residente das agências das Nações Unidas, PNUD, UNICEF e UNFPA, David Matern, a Santo Antão para reforçar o diálogo com as autoridades locais e os parceiros comunitários e identificar oportunidades para acelerar a implementação das prioridades nacionais em matéria de desenvolvimento humano sustentável.
Nesta ilha, Adélsia Almeida e David Matern têm agendado encontros com autoridades locais e visitam estruturas de protecção de crianças, centros comunitários, serviços de atendimento a vítimas de violência e instituições de protecção social.
A missão pretende ainda inteirar-se de iniciativas de governação digital que contribuem para a inclusão social e o fortalecimento da resiliência das famílias e comunidades.
JM/ZS
Inforpress/Fim
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