José Maria Neves diz ter “cumprido papel de pacificador” na garantia da estabilidade do país

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José Maria Neves diz ter “cumprido papel de pacificador” na garantia da estabilidade do país
27/08/26 - 02:52 pm

Cidade da Praia, 27 Ago (Inforpress) – O Presidente da República considera ter cumprido o seu papel na garantia da estabilidade política e institucional do país, e que, nos momentos de tensão, procurou “agir como pacificador” e criar condições para o funcionamento do sistema.

Em entrevista-balanço ao jornal A Nação, na sua edição de quinta-feira, 27, José Maria Neves reconheceu que o mandato foi marcado por “momentos de tensão e alguma hostilidade” em relação à Presidência da República, mas considerou que o chefe de Estado deve estar acima dessas situações e contribuir para “pôr água na fervura”.

“E foi isso que eu fiz”, afirmou, acrescentando que, além das intervenções públicas, procurou resolver muitos dos problemas através de contactos discretos com as entidades com competência para os solucionar.

Entre os principais ganhos do mandato, destacou a iniciativa da “Presidência na Ilha”, que lhe permitiu visitar todas as ilhas, contactar autoridades locais, sociedade civil, igrejas, empresas e organizações não-governamentais, conhecer de perto os desafios locais e contribuir para acelerar políticas e encontrar soluções.

O chefe de Estado apontou igualmente a “Presidência na Diáspora”, as cinco conferências realizadas no âmbito da Década do Oceano e o encontro sobre a Crioulidade Atlântica como outras realizações relevantes do seu mandato.

José Maria Neves destacou ainda a sua intervenção no reforço do poder local, em que pediu a transferência de mais competências e recursos para as autarquias, bem como o reforço do apoio às organizações não-governamentais e uma relação mais aberta entre o Estado, a sociedade e as empresas.

Questionado sobre a convivência institucional com uma força política diferente daquela com que se identifica, afirmou que o Presidente “aconselha e nem sempre o faz publicamente”.

Salientou que muitas soluções resultaram de aconselhamentos e sugestões transmitidos ao Governo e a outras entidades.

Segundo José Maria Neves, “muitas coisas foram feitas e que não passaram para a praça pública”, fruto de um trabalho desenvolvido através do diálogo e de intervenções discretas.

A pouco mais de 20 dias do prazo-limite para apresentação das candidaturas às presidenciais de 15 de Novembro, José Maria Neves garantiu ainda que, neste momento, não depende do apoio específico de nenhum partido político para uma eventual recandidatura.

Sobre a polémica envolvendo a primeira-dama, disse não acreditar que o caso tenha manchado o seu mandato, embora tenha lamentado que a questão tenha sido “explorada claramente com intenções político-partidárias para prejudicar e manchar a imagem” do Presidente da República.

LC/AA

Inforpress/Fim

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