
Cidade da Praia, 31 Out (Inforpress) – A bióloga marinha Diana Semedo alertou hoje aos banhistas dos perigos do sargaço acumulado nas praias, explicando que a decomposição destas algas liberta gases que provocam irritação na pele.
O aviso surge numa altura em que grandes quantidades desta vegetação marinha têm surgido em algumas praias balneares da cidade da Praia, representando um risco para a saúde pública, o que exige cuidados por parte dos frequentadores.
Segundo a bióloga Diana Semedo, o sargaço faz parte de ecossistemas oceânicos e “desempenha funções bastante importantes no ambiente marinho”, como abrigo e alimento.
No entanto, para a saúde humana apresenta riscos, como a libertação de gases que, em contacto com a pele, provoca irritações.
A bióloga destacou que nos últimos anos tem-se “deparado com grande quantidade de sargaço nas zonas costeiras” um pouco por todas as ilhas, afirmando que constitui uma “grande preocupação” sobretudo pelo seu potencial impacto no ecossistema costeiro, ambiental, no turismo e na pesca.
A seu ver deveria haver um plano de gestão e monitoramento, capaz de prever e saber como agir na chegada dessas algas marinhas.
Disse que o que tem vindo a decorrer são limpezas nas praias balneares, retirando essas algas para evitar estar em contacto com as pessoas.
Sargaço é uma alga marinha marrom ou amarela que flutua livremente no oceano, sem precisar ficar presa ao fundo do mar.
No mar aberto, essas algas formam grandes florestas flutuantes que servem de abrigo e alimento para peixes, tartarugas e crustáceos.
Devido a ventos, correntes marítimas e ao aumento da temperatura da água, grande quantidade dessas algas são empurradas para a faixa de areia.
OS/HF
Inforpress/Fim
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