
Nova Sintra, 31 Out (Inforpress) – O candidato a Presidente da República Gilson Alves propôs a criação de repúblicas autónomas por ilha, com poderes descentralizados e planos próprios de desenvolvimento e “promover profundas mudanças” no país durante um mandato de cinco anos.
O candidato ao Palácio do Platô falava à imprensa a chegada à ilha Brava, hoje, para realizar contactos com o eleitorado durante dois dias.
Considerou que Cabo Verde deve ir além da regionalização e propôs a abertura de um debate sobre a possibilidade de cada ilha funcionar como uma república, com capacidade para definir as suas prioridades de desenvolvimento.
“Porque não pensar em repúblicas, cada ilha uma república, que tenha poderes descentralizados e que tenha uma ambição em termos de empreendimentos, de infraestruturas”, questionou.
O candidato esclareceu que se trata de uma proposta para “reflexão e debate”, considerando necessário reforçar os poderes de administração regional e descentralizar as decisões sobre os investimentos e as infraestruturas.
Questionado sobre a possibilidade de concretizar todas as mudanças que propõe, incluindo alterações constitucionais, num mandato de cinco anos, Gilson Alves afirmou estar convicto de que conseguirá alcançar resultados que, na sua perspectiva, outros não conseguiriam.
“Cabo Verde pode ser o país mais rico do mundo em cinco anos, com o Gilson Alves, pode ter o melhor Serviço Nacional de Saúde em cinco anos e pode ficar na história da humanidade em cinco anos com Gilson Alves no poder”, declarou.
O candidato, que defende igualmente a implementação de um regime presidencialista, explicou que esse modelo não implica necessariamente a eliminação da figura do primeiro-ministro, que passaria a ser nomeado e exonerado pelo Presidente da República.
A título de exemplo, apontou o modelo francês, defendendo que o chefe de Estado deve dispor de uma equipa executiva e de ministérios capazes de implementar o seu projecto de governação.
Gilson Alves manifestou ainda disponibilidade para trabalhar com o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, numa eventual fase de transição, para acelerar a execução das políticas públicas.
Concorrem ao cargo de Presidente da República, além de Gilson Alves, Casimiro de Pina, José Maria Neves, Antero Tavares, Joana Rosa e Loisito de Sousa.
Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.
WM/AA
Inforpress/Fim
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