
Porto Novo, 31 Out (Inforpress) – Os porto-novenses reagiram hoje ao anúncio do Governo sobre a reabilitação do centro de saúde da cidade do Porto Novo, em Santo Antão, insistindo na construção de um hospital para atender à demanda dos utentes.
A Inforpress constatou que os munícipes têm reagido contra a decisão do Ministério da Saúde em avançar com a reabilitação do centro de saúde, enfatizando a urgência de um hospital para o município do Porto Novo.
Lembram que a construção de um hospital faz parte dos “dez compromissos” assumidos com Porto Novo pelo líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), poder, Francisco Carvalho, durante as recentes eleições legislativas.
Para a munícipe Celeste Delgado, “Porto Novo precisa com urgência de um hospital”, já que o centro de saúde, com 25 anos de funcionamento, não atende às necessidades deste concelho.
Na mesma linha, Alexandre Duarte entende que, em vez de remodelar o centro de saúde, o Governo deve cumprir a sua promessa de construir o hospital, que é “uma necessidade urgente” para Porto Novo.
Domingos Amador considera também, que o hospital “já faz muita falta” ao concelho do Porto Novo, exortando o Governo a assumir este compromisso assumido com os porto-novenses.
Para Elísio Silva, os porto-novenses esperam por um hospital e não pela reabilitação do centro de saúde, entendendo que Porto Novo, por ser a maior centralidade de Santo Antão, precisa desta infra-estruturas hospitalares.
O ministro da Saúde, de visita esta semana a Porto Novo, anunciou a realização de obras de reabilitação do centro de saúde da cidade do Porto Novo, já em fase adiantada de deterioração, assegurando que já há verbas para o efeito.
A construção do hospital foi, de resto, um assunto abordado durante um encontro mantido pelo governante com a câmara do Porto Novo.
Por várias ocasiões, a edil porto-novense tem defendido a construção de um hospital no Porto Novo, defendendo que este município “precisa muito” desta infra-estrutura, numa altura em que o actual centro de saúde já não oferece condições de funcionamento.
JM/CP
Inforpress/Fim
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