
Lisboa, 17 Set (Inforpress) – A organização do Festival Literatura Mundo do Sal (FLMSal) considerou hoje, em Lisboa, que as extensões do certame constituem uma forma de expandir a literatura cabo-verdiana e contribuir para a internacionalização do próprio festival.
A posição foi defendida por Márcia Souto, da editora Rosa de Porcelana, promotora do FLMSal, à margem da extensão da oitava edição do festival, realizada no Grémio Literário, no Chiado, em Lisboa.
“Desde a primeira edição do Festival Literatura Mundo do Sal, em 2017, temos como um dos propósitos que haja extensões, porque é uma maneira de expandir a literatura produzida em Cabo Verde e também de internacionalizar o próprio festival”, afirmou.
Márcia Souto explicou que esta é a segunda vez que Lisboa acolhe uma extensão do FLMSal, depois da primeira, realizada em 2018, lembrando que a organização já promoveu igualmente extensões do festival no Brasil e em Itália.
“Portanto, faz parte do propósito do Festival Literatura Mundo do Sal realizar extensões”, sublinhou.
A responsável anunciou ainda que estão previstas mais duas extensões da oitava edição do FLMSal, a primeira em Novembro, no Tarrafal de Santiago, e a segunda em Dezembro, em Paris, França.
À semelhança da oitava edição, realizada em Junho, na ilha do Sal, a extensão de Lisboa prestou tributo a Nha Nacia Gomi, referência da tradição oral e do cancioneiro cabo-verdiano, e ao poeta brasileiro Manoel de Barros, reconhecido pela sua obra inspirada no Pantanal.
A iniciativa, que decorreu sob o lema “Poéticas da Terra” e teve a curadoria científica da escritora e investigadora Inocência Mata, homenageou ainda a escritora são-tomense Conceição Lima, falecida em Maio deste ano, e o escritor português José Tolentino Mendonça.
A extensão de Lisboa contou igualmente com uma sessão de reflexão e debate sobre “Literatura e espiritualidade” e com o lançamento do livro “Mudar de Paradigma”, do jornalista e escritor guineense Filomeno Lopes.
FM/JMV
Inforpress/Fim
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