
Cidade da Praia, 20 Out (Inforpress) – A presidente da Associação Colmeia, Isabel Moniz, alertou hoje que a insuficiência de financiamento ameaça a continuidade dos serviços de atendimento a crianças, adolescentes e jovens com deficiência.
Em declarações à imprensa, à margem da assinatura de um protocolo com a Fundação Naděje Cabo Verde, explicou que o financiamento assegurado pela parceria representa cerca de 10 por cento (%) das necessidades da associação, que procura mobilizar recursos junto de parceiros públicos e privados para garantir a manutenção da equipa técnica e a continuidade dos serviços.
“Se não tivermos financiamento desta natureza, estaremos em risco de fechar as portas”, afirmou, ao sublinhar a importância dos apoios externos para assegurar o acompanhamento especializado dos beneficiários.
A Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais, Colmeia, dispõe de uma equipa multidisciplinar que integra profissionais das áreas da psicologia clínica, educacional e familiar, neuropsicologia, psicomotricidade, terapia da fala e apoio social, que trabalham com crianças e jovens com deficiência e respectivas famílias.
Segundo Isabel Moniz, a associação acompanha, permanentemente, mais de 500 pessoas e presta algum tipo de apoio a 916 casos.
A intervenção estende-se também aos familiares, que necessitam de orientação e acompanhamento para dar continuidade, em casa, ao trabalho desenvolvido pelos técnicos.
A falta de financiamento constitui um constrangimento à manutenção dos especialistas e à resposta às necessidades das famílias, incluindo as que enfrentam dificuldades económicas para assegurar o transporte dos filhos até aos locais de atendimento.
Perante este cenário, a Colmeia pretende intensificar as acções de sensibilização junto do Governo, das empresas, dos cidadãos e da diáspora cabo-verdiana, com vista à mobilização de recursos que permitam assegurar a sustentabilidade dos serviços.
A dirigente defendeu que o envolvimento de mais instituições no apoio à associação é fundamental para garantir a continuidade das intervenções e melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência, sobretudo num contexto em que o acesso a determinadas especialidades continua limitado em várias ilhas do país.
Apelou ainda a uma maior sensibilização da sociedade para a deficiência, considerando que o apoio a esta causa deve ser entendido como uma responsabilidade colectiva e não apenas como uma resposta destinada a um grupo específico da população.
KA/HF
Inforpress/Fim
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