
Espargos, 20 Out (Inforpress) – O Ministério da Saúde, através do INSP, revelou hoje, no Sal, que o surto de conjuntivite já contabilizou cerca de 1.400 casos notificados, com o pico do contágio a registar-se na semana epidemiológica 41 com 429 casos.
A revelação foi feita durante uma conferência de imprensa dada pela presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Sandra Brito, acompanhada do Secretário de Estado da Saúde, Artur Veiga, no âmbito do envio de uma equipa técnica nacional para reforçar a investigação epidemiológica e apoiar a Delegacia de Saúde e o Hospital Regional do Sal.
De acordo com Sandra Brito, o quadro clínico observado enquadra-se no padrão de conjuntivite viral, afectando essencialmente crianças, jovens e trabalhadores da hotelaria.
“O padrão registado é essencialmente conjuntivite viral. Atinge essencialmente crianças, jovens e trabalhadores da hotelaria. Fizemos uma investigação em tempo recorde numa amostra de 644 casos e não tivemos nenhum internamento”, explicou a responsável.
Contudo ressalvou que o agente etiológico específico ainda está por confirmar, aguardando-se os resultados de amostras enviadas ao Instituto Pasteur de Dakar.
Segundo a análise epidemiológica do INSP, a mediana de idades dos afectados situa-se nos 16 anos, sendo 58 por cento (%) do sexo feminino e 42% em idade escolar.
A localidade de Chã de Matias surge como o ponto mais crítico do surto, concentrando 45% dos casos analisados devido à sua densidade populacional.
Por seu turno, o secretário de Estado da Saúde, Artur Veiga, assegurou que a situação está sob controlo e pediu contenção e tranquilidade à população, sublinhando que não há motivos para alarmismos nem para medidas extremas.
“Não se trata de nada que não tenha acontecido antes. Temos histórico de casos nesta época, apesar de este ano ter havido um incremento um pouco mais acentuado. É só para tranquilizar a população de que não se trata de nada alarmante”, afirmou Artur Veiga.
O governante aproveitou para clarificar as orientações relativas à circulação de pessoas e viagens.
“Não estamos a dizer para fechar o aeroporto, nada dessas coisas. Foi feita uma comunicação de risco dirigida aos aeroportos no sentido de as pessoas, quando os sintomas estão activos, evitarem as viagens apenas para limitar o contágio a outras populações”.
A equipa técnica do INSP vai prosseguir com a consolidação da contagem de casos, com atenção direccionada à localidade de Chã de Matias, mantendo também o alerta preventivo emitido para todas as Delegacias de Saúde do país.
NA/HF
Inforpress/Fim
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