
Cidade da Praia, 31 Out (Inforpress) – O candidato à Presidência da República Casimiro de Pina, criticou hoje a recusa da TCV à sua proposta de realização de debates individuais, frente a frente, entre os seis candidatos às eleições presidenciais de 2026.
Casimiro de Pina considerou que os debates directos são fundamentais para permitir aos eleitores conhecer melhor as ideias, as posições e as propostas de cada candidato, à semelhança do que acontece nas democracias desenvolvidas.
"Foi também por essa razão que eu, Casimiro de Pina, solicitei a realização de debates. Nas democracias desenvolvidas, os candidatos, sobretudo os candidatos à Presidência da República, participam em debates frente a frente, porque é nesses momentos que os eleitores conseguem conhecer melhor as suas ideias e posições e não apenas através do contacto porta a porta", afirmou.
O candidato assegurou que apresentou formalmente à Televisão de Cabo Verde (TCV) uma proposta para a realização desses debates, acompanhada de documentação e enviada por escrito, no momento que considerou oportuno.
Segundo explicou, a proposta previa um sistema rotativo de debates, de modo a permitir o confronto directo de ideias entre todos os seis candidatos e proporcionar aos eleitores melhores condições de esclarecimento.
Contudo, Casimiro de Pina afirmou que a iniciativa foi recusada, decisão que considera estranha.
O candidato levantou ainda a possibilidade de a recusa estar relacionada com a falta de disponibilidade dos outros concorrentes para um confronto directo de ideias.
Na sua perspectiva, a opção por privilegiar a campanha porta a porta, em detrimento dos debates individuais, representa uma fuga ao confronto directo de ideias.
O candidato referiu ainda que acabaram por ser aceites apenas dois debates gerais, com a participação simultânea de todos os concorrentes.
Casimiro de Pina concluiu criticando o funcionamento do processo democrático no país, e afirmando que "isto demonstra o nível de democracia que temos no nosso país".
Concorrem ao cargo de Presidente da República, além de Casimiro de Pina, José Maria Neves, Antero Tavares, Gilson Alves, Joana Rosa e Loisito de Sousa.
Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.
JBR/HF
Inforpress/Fim
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