
Ribeira Brava, 26 Mar (Inforpress) – Os preços internacionais dos produtos alimentares de base registaram tendências mistas na semana de 18 a 24 de Março, com subidas no arroz, açúcar e milho, segundo o Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN).
De acordo com o Boletim INFO Semanal n.º 11/2026 divulgado hoje, o trigo manteve comportamento irregular, com aumento de preços na Rússia, impulsionado pela valorização do rublo e pelas exportações, enquanto na União Europeia se verificou uma descida devido à apreciação do euro e à concorrência internacional. Na Argentina, os preços continuaram em alta.
De acordo com o documento, no caso do arroz, registou-se uma tendência de alta, impulsionada, sobretudo, por factores como o aumento dos custos de energia, transporte e embalagem, bem como movimentos cambiais em países exportadores como Tailândia e Vietname, além da procura externa, nomeadamente, das Filipinas.
Já para o óleo de soja, os preços apresentaram comportamento misto: enquanto na Argentina houve uma ligeira redução de cerca de 0,4 por cento (%), no Brasil verificou-se um aumento na ordem de 0,3%.
Os preços do açúcar mantiveram a tendência de alta, influenciados, entre outros factores, pelas preocupações com o impacto do aumento do petróleo na produção e logística, sobretudo no Brasil.
Na Índia, a desvalorização da moeda e o aumento dos preços levaram à intensificação das exportações, com cerca de 100 mil toneladas embarcadas na semana em análise.
Relativamente ao milho, os preços também continuaram a subir, sustentados pelo aumento da procura, nomeadamente, para a produção de etanol, e pelos efeitos das dinâmicas no mercado energético.
Nos Estados Unidos, a procura e exportações contribuíram para a alta, enquanto no Brasil o excesso de chuvas atrasou parte da colheita.
O SNSAN destaca ainda que o mercado global continua a ser influenciado pela evolução dos preços da energia, com impacto directo em produtos como o açúcar e o milho, bem como pelas dinâmicas logísticas e comerciais internacionais.
O boletim indica ainda que as cotações do frete marítimo mantiveram comportamento misto, numa conjuntura internacional influenciada por factores económicos, climáticos e geopolíticos.
WM/HF
Inforpress/Fim
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