Farmacovigilância em Cabo Verde reforçada com compromisso institucional no 1.º Encontro Nacional

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Farmacovigilância em Cabo Verde reforçada com compromisso institucional no 1.º Encontro Nacional
26/03/26 - 07:01 pm

Cidade da Praia, 26 Mar (Inforpress) – A Administradora Executiva da Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS), Isis Vasconcelos, afirmou hoje que o 1.º Encontro Nacional dos Pontos Focais de Farmacovigilância marca um passo importante no fortalecimento da arquitectura regulatória do país.

Durante o seu discurso de encerramento, a responsável sublinhou a importância de um compromisso colectivo na promoção da segurança do doente, na qualidade da terapêutica, no uso racional de medicamentos e no reforço do Sistema Nacional de Farmacovigilância.

Isis Vasconcelos destacou que a farmacovigilância vai além do seu carácter técnico e regulatório, constituindo um pilar da saúde pública e um instrumento central de investigação em saúde.

“Permite gerar evidência em contexto real, acompanhar de forma contínua e sistemática a relação benefício-risco dos medicamentos ao longo de todo o seu ciclo de vida e apoiar decisões clínicas mais seguras”, acrescentou.

A administradora explicou ainda que cada notificação de reação adversa contribui directamente para a protecção da vida humana, transformando dados em evidência científica e em medidas concretas de saúde pública.

 

Salientou o papel central dos delegados e pontos focais de farmacovigilância, que asseguram a ligação entre a prática clínica e o sistema regulatório, permitindo uma circulação eficaz de informação sobre a segurança dos medicamentos.

Isis Vasconcelos defendeu que o reforço de uma cultura de segurança do doente exige liderança baseada na competência técnica, na integridade e na capacidade de mobilização dos profissionais de saúde.

Dirigindo-se à Direção Nacional da Saúde, enfatizou que o fortalecimento do sistema depende do compromisso institucional na promoção de uma cultura de notificação activa, e não apenas de um procedimento administrativo.

“Mais do que um sistema, estamos a construir uma cultura de responsabilidade, de vigilância e de cuidado”, concluiu, apelando à continuidade do trabalho em rede e ao compromisso colectivo com a proteção da saúde pública.

Por sua vez, a directora Nacional da Saúde, Ângela Gomes, considerou o programa “muito interessante, interativo e prático”, destacando a oportunidade de troca de experiências a nível nacional e internacional.

Sublinhou que a farmacovigilância não é apenas um acto técnico, mas uma componente essencial para garantir a segurança dos doentes, incluindo a deteção de complicações associadas ao uso de medicamentos, e defendeu que a monitorização ao longo de todo o ciclo de vida do medicamento é indispensável ao bom funcionamento do sistema de saúde.

JBR/JMV

Inforpress/Fim

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