
Ribeira Brava, 13 Mar (Inforpress) – Os preços internacionais de exportação do trigo e do açúcar registaram tendência de alta na primeira semana de Março, enquanto o arroz manteve a trajetória de queda e o milho apresentou comportamento misto.
Segundo o INFO Semanal nº 09/2026 do Secretariado Nacional para Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), referente ao período de 04 a 10 de Março, o mercado mundial do trigo manteve a tendência de subida observada na semana anterior, influenciado principalmente pela procura do Egipto junto de exportadores da Rússia e pela moderação nas vendas por parte dos agricultores.
De acordo com o documento, na União Europeia, as cotações foram condicionadas por movimentos cambiais, oscilações nos preços do petróleo e incertezas quanto à procura no Médio Oriente.
Já na Argentina, os preços de exportação também mantiveram uma tendência de subida semanal.
Por outro lado, o arroz continuou a apresentar queda nos preços internacionais.
Na Tailândia, a fraca procura e as flutuações cambiais pressionaram as cotações, enquanto no Vietname os preços recuaram devido à pressão sazonal da colheita de inverno/primavera, embora a descida tenha sido limitada pelo aumento dos custos energéticos.
No caso do óleo de soja, os preços apresentaram tendência mista. Na Argentina registou-se uma redução de cerca de 1,6%, enquanto no Brasil a queda foi de aproximadamente 1,0% em relação à semana anterior.
O açúcar, entretanto, registou subida nos preços internacionais. A tendência está associada à expectativa de que o Brasil direccione maior volume de cana-de-açúcar para a produção de etanol na campanha 2026/27, impulsionada pela alta dos preços da energia.
Na Índia, a All India Sugar Trade Association reduziu em 4,4% a estimativa de produção líquida de açúcar para a campanha 2025/26, fixando-a em 28,3 milhões de toneladas, o que também contribuiu para a valorização do produto no mercado internacional.
Relativamente ao milho, o mercado manteve comportamento misto, nos Estados Unidos, as perspectivas de grande disponibilidade mundial exerceram pressão de baixa nos preços, enquanto no Brasil se registou uma ligeira subida, com os mercados atentos aos acontecimentos no Médio Oriente.
O relatório indica ainda que as cotações mundiais de frete marítimo apresentaram tendência de descida em relação à semana anterior.
WM/ZS
Inforpress/Fim
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