Praia: Fundação Smart City alerta que esgotos a céu aberto são riscos à saúde pública

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Praia: Fundação Smart City alerta que esgotos a céu aberto são riscos à saúde pública
05/02/26 - 10:10 pm

Cidade da Praia, 05 Fev(Inforpress) –  A presidente da Fundação Smart City Cabo Verde alertou hoje que esgotos a céu aberto representam riscos à saúde pública e defendeu a importância de soluções tecnológicas inteligentes para colmatar esta situação, sobretudo, na Praia.

Loide Monteiro falava em declaração à Inforpress, na sequência do esgoto a céu aberto que tem afectado por esses dias, as imediações da Gamboa e do Praia Shopping, na cidade da Praia.

A responsável da Smart City classificou este problema como “um desafio estrutural”, sobretudo, em zonas urbanas sensíveis, turísticas e de elevada densidade populacional como a Praia.

Isto, sublinhou, representa um risco sério não só para a saúde pública, mas também para o ambiente marinho e a imagem da capital.

A presidente da Smart City sublinhou que a descarga frequente de águas residuais em zonas urbanas sensíveis contraria os princípios de uma cidade sustentável, segura e resiliente, defendendo a necessidade de uma abordagem integrada e baseada em dados reais.

Loide Monteiro, explicou que a gestão do saneamento urbano deve evoluir para modelos preventivos e não apenas reactivos recorrendo a tecnologias inteligentes como sensores de caudal, pressão e qualidade da água, integrados em sistemas de monitorização em tempo real, que permitem detectar rupturas, entupimentos ou sobrecargas na rede e accionar alertas imediatas às entidades gestoras.

A mesma destacou que estas soluções tecnológicas já são utilizadas em várias cidades e enquadram-se nos projectos-piloto de gestão tecnológica da água e energia que promove, considerando-as plenamente aplicáveis ao contexto da cidade da Praia.

No que diz respeito à reutilização das águas residuais, defendeu a sua integração num ciclo inteligente de reaproveitamento, após tratamento adequado, para fins como a rega de espaços verdes, limpeza urbana e agricultura urbana.

Como exemplo, apontou o modelo conceptual desenvolvido para o município de São Domingos, onde a reutilização das águas tratadas é vista como uma forma de transformar um passivo ambiental num recurso estratégico, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos e promovendo a economia circular da água.

A líder da Fundação Smart City manifestou ainda disponibilidade para actuar como mediadora na articulação entre a Câmara Municipal da Praia, as Águas de Santiago (AdS) e parceiros tecnológicos nacionais e internacionais, com vista à implementação de uma gestão de saneamento baseada em dados, partilha de informação e definição clara de responsabilidades.

Para além das soluções tecnológicas, Loide Monteiro salientou a importância da educação ambiental e da participação dos cidadãos, defendendo plataformas digitais de reporte de ocorrências, campanhas de sensibilização e o envolvimento das comunidades locais como ferramentas essenciais para a detecção precoce de problemas e a consolidação de soluções duradouras.

Esta responsável avançou, por fim, que a Fundação se encontra a trabalhar, em parceria com entidades públicas e privadas, na concepção e desenvolvimento de projectos orientados para o tratamento, reaproveitamento e gestão inteligente de águas residuais.

Advertiu, que embora alguns estejam ainda em fase conceptual ou piloto, considera que representam uma “oportunidade concreta” para enfrentar os problemas de saneamento que afectam actualmente a cidade da Praia e outros municípios do país.

A Fundação Smart City Cabo Verde reiterou a sua total disponibilidade para contribuir para o debate público e para a construção de soluções que promovam uma capital mais saudável, sustentável e inteligente.

DG/HF

Inforpress/Fim

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