
Porto Novo, 17 Jan (Inforpress) – As condições do tempo que condicionam actualmente a actividade pesqueira no concelho do Porto Novo, Santo Antão, estão a deixar em “situação muito complicada” os pescadores do Monte Trigo, alertou hoje a associação de classe.
A representante da associação Agripesca, em Monte Trigo, Maria Miranda, disse à Inforpress que os pescadores locais não se fazem ao mar há mais de um mês, com a actividade pesqueira paralisada nessa zona, a qual depende exclusivamente da pesca.
Avançou que o mar está muito agitado devido a ventos fortes, encontrando-se todas as embarcações em terra há várias semanas para o desalento dos pescadores.
“Monte Trigo depende apenas da pesca e quando assim é os pescadores e toda a comunidade ficam em situação muito complicada”, sublinhou aquela responsável.
Também, na cidade do Porto Novo tem ocorrido ventos fortes que têm condicionado a actividade pesqueira, designadamente a pesca artesanal.
Este subsector das pescas tem sido muito condicionado ultimamente devido às condições do tempo muito adversas, impossibilitando a saída de forma regular e segura das embarcações artesanais para a pesca.
Esta situação tem levado as associações de classe a propor a adopção de planos de emergência para acudir às centenas de famílias que dependem da pesca artesanal, como é o caso da Associação dos Pescadores do Porto Novo, que tem estado a defender “medidas concertadas” de apoio às famílias “para mitigar os impactos” do mau tempo.
O presidente desta associação, Atlermiro Neves, explicou que, nesta altura do ano, a situação tem sido “extremamente difícil e desafiante” para as famílias que vivem das pescas, para a qual exige a atenção da autarquia e do Governo.
JM/ZS
Inforpress/Fim
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