São Vicente tem muito a acrescentar à economia digital na intersecção entre cultura, inovação e tecnologia – Pedro Lopes

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São Vicente tem muito a acrescentar à economia digital na intersecção entre cultura, inovação e tecnologia – Pedro Lopes
14/03/26 - 06:37 pm

Mindelo, 14 Mar (Inforpress) – A ilha de São Vicente, com a sua longa ligação ao cinema, pode contribuir para a economia digital na intersecção entre cultura, inovação e tecnologia, afirmou hoje, no Mindelo, o secretário de Estado para a Economia Digital, Pedro Lopes.

Pedro Lopes dirigiu-se à imprensa ao presidir ao evento “Mindelwood – Cinema, Tecnologia e Futuro Criativo”, no Tech Park Cabo Verde, polo do Mindelo.

A iniciativa, inserida na Semana do Digital, procurou, segundo a mesma fonte, dar uso ao parque tecnológico “novo em folha”, na zona de Chã de Marinha, mas também integrar cultura e tecnologia.

“Falar sobre cultura, arte digital, cinema e pensar a importância de São Vicente no seu posicionamento… acreditamos que, se fizermos esta interseção entre cultura, inovação e tecnologia, São Vicente tem muito para acrescentar à economia digital do país”, sustentou Pedro Lopes.

Com o Mindelwood pretende-se proporcionar aos jovens masterclasses, workshops e formações que não se esgotam apenas no evento de hoje, mas que, conforme o secretário de Estado, podem ser aproveitados através das oportunidades oferecidas pelo parque tecnológico do Mindelo.

A intenção é estabelecer uma ponte entre a história cinematográfica da cidade e as novas oportunidades abertas pela tecnologia digital, incentivando o desenvolvimento de competências criativas e reforçando o potencial de Cabo Verde na produção de conteúdos audiovisuais e digitais.

Contudo, trata-se de uma iniciativa que não se restringe apenas a São Vicente, mas a todo o país, já que a Semana Digital começou na Brava e se estendeu às diversas ilhas.

Como explicou Pedro Lopes, nem mesmo a diáspora ficará de fora, uma vez que estão programados dois dias do evento para ouvir empreendedores cabo-verdianos radicados no estrangeiro.

“Temos cabo-verdianos que estudaram nas melhores universidades, trabalham para grandes empresas internacionais, e acreditamos que a nossa diáspora pode regressar. Temos uma infraestrutura de qualidade e uma conectividade de excelência”, reforçou o governante.

Neste sentido, Pedro Lopes incentivou os nacionais radicados na diáspora a fazer negócios a partir de Cabo Verde para o continente africano, para o resto do mundo e a contratar jovens que ainda não saíram do país.

A seu ver, as “mentes brilhantes” podem trabalhar a partir de Cabo Verde, que “tem um ecossistema preparado para desenvolver a economia digital”.

LN/JMV

Inforpress/Fim

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