
Cidade da Praia, 08 Abr (Inforpress) – O Presidente da República, José Maria Neves, lamentou a morte do constitucionalista cabo-verdiano, Wladimir Brito, falecido hoje, em Portugal, vítima de doença prolongada.
“Depois de uma entrevista exigente a uma rádio portuguesa, abri o telemóvel e a notícia bateu-me violentamente no peito. Tinha acabado de morrer Wladimir Brito”, escreveu o Chefe de Estado na sua página da rede social do facebook.
Para José Maria Neves, Wladimir Brito foi um “lutador incansável” pela liberdade, democracia, Estado de Direito e deu um “inestimável” contributo na elaboração da Constituição da República de Cabo Verde de 1992, fundadora do Estado de Direito Democrático.
Neves considerou ainda o malogrado “um patriota, democrata, institucionalista” que sempre esteve preocupado com a dignidade dos cabo-verdianos, que combateu pela independência das ilhas e mergulhou de corpo e alma na transição para a democracia.
O estadista lembrou ainda que Wladimir Brito elaborou os primeiros textos que levaram à aprovação da Constituição da República, foi participando em debates políticos e cívicos sobre as instituições, os direitos fundamentais, o sistema de governo e o desenvolvimento global do país onde nasceu.
“Um digníssimo filho da terra que partiu para a terra longe, no caso Portugal, onde chegou a Professor Universitário na Universidade do Minho. Um Homem grande das ilhas que falece e que a sua obra continue a ser fonte de inspiração para todos nós e para as gerações futuras”, acrescentou.
Para o Chefe de Estado, a melhor forma de homenagear Wladimir Brito é ser leal à Constituição da República e trabalhar todos os dias, de sol a sol, para que Cabo Verde se desenvolva e os cabo-verdianos vivam com dignidade.
O constitucionalista faleceu esta quarta-feira, 08, na cidade portuguesa de Guimarães, vítima de doença prolongada, confirmou uma fonte familiar ao jornal a Nação.
Apontado como um dos principais autores da Constituição da República cabo-verdiana de 1992, é apontado como uma figura maior do pensamento jurídico e cívico no espaço lusófono, amplamente reconhecido como referência do direito internacional público e constitucional.
Natural da Guiné-Bissau, viveu até à juventude em Mindelo, São Vicente, terra dos seus pais. Foi professor catedrático da Escola de Direito da Universidade do Minho, onde exerceu funções de docência e investigação nas áreas do direito constitucional e do direito público.
AV/ZS
Inforpress/Fim
Partilhar