
Cidade da Praia, 01 Abr (Inforpress) – A ministra da Defesa e dos Assuntos Parlamentares, Janine Lélis, afirmou hoje que a primeira alteração ao Estatuto dos Municípios corrige falhas legais, reforça a autonomia das assembleias municipais e garante melhor descentralização democrática nacional.
A governante falava à imprensa após a aprovação da proposta de lei que procede à primeira alteração da Lei n.º 48/X/2025, de 04 de Abril, que aprova o Estatuto dos Municípios, durante a reunião da Comissão Especializada de Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos, Segurança e Reforma do Estado.
Segundo Janine Lélis, a alteração agora aprovada é “muito pontual” e visa clarificar o sistema de convocação das assembleias municipais, depois de uma remissão incorrecta no diploma inicial ter deixado em falta um número de um artigo.
“A alteração consistiu em definir melhor o sistema de convocação das Assembleias Municipais, porque no estatuto aprovado, devido a algumas remissões, ficou um número de artigo em falta, o que gerou dificuldades”, explicou.
A ministra assegurou que, com a correcção, fica criado “um cenário claro, sem problemas”, permitindo que as Assembleias Municipais funcionem em conformidade com a lei e com os objectivos da reforma.
Janine Lélis sublinhou que o novo Estatuto dos Municípios representa “um novo paradigma da organização municipal”, por aumentar as competências das autarquias, consideradas hoje o poder mais próximo das populações.
De acordo com a ministra, o diploma introduz novidades em várias áreas, nomeadamente no empreendedorismo, promoção económica e reforço das competências municipais, permitindo respostas mais eficazes às necessidades das populações.
A governante referiu ainda que a alteração responde a uma reivindicação antiga das Assembleias Municipais, relacionada com a necessidade de disporem de condições financeiras próprias para funcionarem de forma autónoma, sem depender das câmaras municipais.
Neste sentido, explicou que a nova redacção permitirá aos presidentes das Assembleias Municipais gerir directamente os seus duodécimos, assegurando recursos para executar os respectivos planos de actividades.
Sobre a posição da oposição, Janine Lélis afirmou que o maior partido opositor (PAICV) não apoiou o novo Estatuto por ter apresentado uma proposta alternativa que, na perspectiva do Governo, exigia maioria de dois terços e continha disposições inconstitucionais.
“A iniciativa da oposição previa que a assembleia saísse de uma lista única, quando a Constituição estabelece a existência de um órgão deliberativo e um órgão executivo. Por isso, não era possível nem viável”, sustentou.
CM/ZS
Inforpress/Fim
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