Justiça: Ministro quer mudança de métodos de trabalho e fazer mais com cada vez menos

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Justiça: Ministro quer mudança de métodos de trabalho e fazer mais com cada vez menos
16/10/26 - 02:49 pm

Cidade da Praia, 16 Out (Inforpress) - O ministro da Justiça, Clóvis Silva, advogou hoje, na Praia, a necessidade de mudar os métodos de trabalho no sector, assinalando que toda a estrutura do país deve absorver o princípio de produzir mais com menos recursos.

Em declarações à imprensa à margem da cerimónia de abertura solene do Ano Judicial 2026/2027, Clóvis Silva explicou que o investimento do Governo complementa os recursos disponibilizados aos conselhos superiores, responsáveis pela gestão dos tribunais.

O governante lembrou que o orçamento anual dos conselhos é discutido com as entidades competentes para a sua inclusão no Orçamento Geral do Estado, enquanto o Ministério da Justiça assegura recursos complementares, nomeadamente o pagamento de rendas dos tribunais, seguros das viaturas e disponibilização de equipamentos informáticos.

Clóvis Silva defendeu que o sector precisa de aprender a fazer mais com menos recursos, com aposta na introdução de novas tecnologias, da melhoria da formação dos magistrados e dos operadores da Justiça, bem como da criação de condições para aumentar a motivação dos profissionais.

“Se nós queremos um resultado diferente, a forma como fazemos as coisas têm de começar a mudar”, enfatizou, defendendo igualmente a necessidade de proceder às alterações legais necessárias para melhorar o funcionamento do sector.

O ministro anunciou ainda que o Governo pretende introduzir mecanismos de valorização profissional assentes no mérito e no desempenho, de modo que os trabalhadores que assumem maiores responsabilidades e apresentam maior produtividade possam ser reconhecidos.

Nesse sentido, referiu que oficiais de justiça, conservadores e notários que “trabalharem mais deverão ganhar mais”, acrescentando que a medida visa valorizar os profissionais, incentivar a formação e promover um enquadramento diferenciado em função do mérito.

O governante considerou que a falta de reconhecimento do esforço individual pode afectar a motivação dos trabalhadores, sobretudo quando profissionais com níveis de desempenho diferentes recebem a mesma remuneração.

“Nós já estamos a trabalhar nisto, para que as pessoas se sintam valorizadas, para que o mérito tenha valor, para que quem estudar mais consiga ser enquadrado de uma forma diferente”, reforçou.

Clóvis Silva acrescentou que a nova forma de governação pretende também promover maior equilíbrio social e inclusão, criando melhores condições financeiras para as famílias cabo-verdianas, através de uma maior assunção das responsabilidades do Estado.

LT/CP

Inforpress/Fim

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