Instituto Nacional de Medicina Legal espera ainda este ano poder realizar exames de genética no país

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Instituto Nacional de Medicina Legal espera ainda este ano poder realizar exames de genética no país
07/01/26 - 07:00 pm

Cidade da Praia, 07 Jan (Inforpress) – A presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses disse hoje que Cabo Verde está a ultimar os preparativos para a entrada em funcionamento, ainda este ano, do Laboratório de Genética Forense.

Em entrevista à Inforpress, Ineida Cabral lembrou que, actualmente, o instituto que dirige não dispõe de capacidade técnica para realizar exames genéticos, pelo que se limita à recolha das amostras, que são posteriormente enviadas para Portugal para análise.

Com a criação do laboratório, prevista para ainda este ano no novo Campus da Justiça que deverá ser realidade no final de Fevereiro, conforme o Governo, o país passará a realizar testes de DNA destinados, entre outros, à investigação de paternidade e maternidade, bem como à identificação de corpos.

“Já estamos na fase de patrocínios para comprar as máquinas necessárias e também já fizemos os regulamentos internos. Estamos com o apoio dos colegas que já têm laboratório através da rede de medicina legal para que possamos ter um laboratório com reconhecimento internacional e com certificação de ISSO”, sublinhou. 

Além do Laboratório de Genética Forense, o novo espaço irá integrar um Laboratório de Toxicologia Forense que, segundo esta responsável, vai ser de suma importância principalmente na colecção de drogas, abuso e alcoolismo.

Criado há três anos, o Instituto Nacional de Medicina Legal de Cabo Verde foi inicialmente concebido para ser implementado de forma faseada ao longo de 10 anos.

Contudo, a direcção acredita que esse prazo poderá ser reduzido, face aos avanços registados e à dinâmica positiva das actividades desenvolvidas.

Apesar dos avanços, Ineida Cabral apontou os recursos humanos como grande desafio da instituição, justificando que o país dispõe ainda de um número reduzido de médicos especialistas em Medicina Legal.

“Esta limitação exige uma resposta nacional com equipas reduzidas e deslocações frequentes às ilhas para a realização de perícias e autópsias, bem como um investimento contínuo na formação e capacitação técnica dos profissionais”, sustentou.

Também a inexistência de laboratórios constitui outro desafio para a instituição, tendo a responsável assegurado, entretanto, que o país está na luta para alcançar esta ambição ainda este ano.

ET/HF

Inforpress/Fim 

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