
Porto Novo, 22 Jul (Inforpress) – As ilhas de Santo Antão e São Nicolau já dispõem de guia de plantas aromáticas e medicinais, além de uma brochura de usos aromáticos e medicinais das plantas endémicas, soube-se hoje junto do Projecto EcoRaízes.
De acordo com uma nota da mesma fonte, a lista de plantas e a caracterização dos usos dados às mesmas baseiam-se na informação recolhida em Santo Antão e São Nicolau, através da realização de inquéritos a informantes privilegiados, conhecedores das espécies.
São informantes com prática de recolha, secagem e preparação das plantas para uso terapêutico, explica a direcção do projecto, que está a ser implementado nas duas ilhas, no âmbito da cooperação portuguesa.
No quadro deste projecto, foi implantado recentemente em Santo Antão um campo de plantas aromáticas e medicinais, localizado no Centro Agrícola de Afonso Martinho, na Ribeira Grande.
Tratou-se de mais uma ação de valorização e protecção das espécies originárias da ilha de Santo Antão, que teve a parceria da Associação de Mulheres do Planalto Leste de Santo Antão e do Ministério da Agricultura.
Em Santo Antão, o uso de plantas para fins medicinais é comum, principalmente nos meios rurais.
No entanto, esta prática tem vindo a perder importância devido à valorização de hábitos urbanos e à desvalorização da cultura local.
O Projeto EcoRaízes, promovido pela Associação para a Defesa do Património de Mértola, Portugal, conta com o cofinanciamento EU em Cabo Verde e a Cooperação Portuguesa, através do Camões, I.P.
JM/AA
Inforpress/Fim
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