Ilha do Maio: Cineasta defende reforço do ensino da história de Cabo Verde através do cinema

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Ilha do Maio: Cineasta defende reforço do ensino da história de Cabo Verde através do cinema
21/05/26 - 05:12 pm

Porto Inglês, 21 Mai (Inforpress) – A cineasta Artemisa Ferreira defendeu hoje, na ilha do Maio, a necessidade de reforçar o ensino da história de Cabo Verde nas escolas, destacando o cinema como ferramenta para preservar a memória colectiva do país.

A realizadora falava à Inforpress à margem da exibição do documentário “Os 47’s – depoimentos que ficaram”, realizada na Escola Secundária Horace Silver, obra que retrata as aflições causadas pela fome nos anos 40 em Cabo Verde.

“Este é um passado que não é muito falado. Por isso muitos jovens, e não só, desconhecem a realidade daquilo que foi e ainda é Cabo Verde”, afirmou a cineasta, sublinhando que conhecer a história nacional deve ser uma obrigação para estudantes e população em geral.

Segundo Artemisa Ferreira, a nova geração conhece pouco sobre os períodos de fome que marcaram o arquipélago, apesar de ter noções gerais sobre o tema. 

“Há muitos detalhes que os jovens não conhecem”, observou.

A responsável adiantou ainda que o documentário tem tido “um retorno muito bom” junto dos jovens que acompanham as exibições, considerando importante aproximar as novas gerações da memória histórica do país através do audiovisual.

“Não podemos falar do nosso presente sem conhecer o nosso passado”, defendeu, acrescentando que o ensino da história cabo-verdiana pode ser reforçado também através do cinema e de produções audiovisuais nacionais.

O documentário integra um conjunto de iniciativas de reflexão e sensibilização sobre episódios marcantes da história de Cabo Verde, particularmente, as fomes e crises que afectaram milhares de famílias no arquipélago durante o período colonial.

RL/HF

Inforpress/Fim

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