
Cidade da Praia, 25 Fev (Inforpress) – Docentes universitários consideraram hoje o workshop sobre valorização e gestão das macroalgas marinhas uma iniciativa importante para enfrentar a sua proliferação, defendendo maior envolvimento das autoridades e expansão das acções para outras ilhas.
O aumento da presença de macroalgas nas zonas costeiras de Cabo Verde tem motivado a realização de iniciativas científicas e académicas com vista à compreensão e mitigação deste fenómeno, que afecta o ambiente, as comunidades e o sector do turismo.
O professor da Universidade de Cabo Verde, Osvaldo Ortet, afirmou que, nos últimos tempos, tem-se registado um “aumento significativo de algas” em várias zonas balneares, particularmente nas ilhas da região sul, situação que classificou como preocupante.
Segundo o docente, trata-se de um fenómeno recente, cuja dimensão exige “maior atenção das autoridades” e reforço das acções de monitorização e controlo.
Ortet considerou o workshop técnico sobre valorização e gestão de macroalgas, realizada pela Associação Cabo-verdiana de Ecoturismo (Eco-CV), uma iniciativa positiva, mas defendeu “maior participação das entidades governamentais, responsáveis pelas áreas do ambiente e do controlo marítimo”, sublinhando a importância de envolver diferentes instituições na procura de soluções.
O mesmo defendeu, ainda, a necessidade de alargar este tipo de iniciativas a outras ilhas, como Brava, Fogo e Maio, onde também se tem verificado o aparecimento significativo de algas, realçando a importância do acompanhamento contínuo da situação.
Por sua vez, o professor da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde, Wlodzimierz Szymaniak, explicou que o workshop resulta de um trabalho contínuo de monitorização das algas marinhas na ilha de Santiago, desenvolvido em parceria com a Associação para o Ecoturismo de Cabo Verde.
De acordo com este investigador, além da monitorização, o trabalho inclui o estudo do aproveitamento das algas, nomeadamente para a produção de “fertilizantes e, futuramente, cosméticos e medicamentos”.
Enfatizou ainda que o workshop reuniu investigadores de diferentes instituições, constituindo um espaço de partilha de conhecimento e discussão científica.
Wlodzimierz Szymaniak defendeu a continuidade destas iniciativas, considerando que são importantes para encontrar soluções e apoiar as populações das zonas costeiras afectadas.
CG/SR//HF
Inforpress/Fim
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