
Lisboa, 12 Jul (Inforpress) - O ministro dos Negócios Estrangeiros português declarou à Lusa que a próxima presidência rotativa da CPLP ainda não está definida, o que refuta o que foi anunciado pelo primeiro-ministro timorense em Lisboa, em 22 de Junho.
O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, anunciou, na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que o seu país será o próximo a dirigir a organização, explicando que a presidência atual corresponde ao período que estava destinado à Guiné-Bissau.
A Guiné-Bissau assumiu a direcção da organização lusófona em agosto de 2025 e terminaria o seu mandato em 2027.
Todavia, o golpe de Estado militar de 26 de Novembro de 2025, na véspera do anúncio dos resultados eleitorais de 23 de novembro, fez com que esta nação fosse suspensa da CPLP em Dezembro - assim como da União Africana e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) - passando, nessa altura, Timor-Leste a presidir de forma temporária ('pro tempore').
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, quando questionado pela próxima presidência da CPLP, respondeu que "[essa] é uma questão que tem que ser discutida pelos chefes de Estado e de Governo", que pode ser "preparada com conversações dos ministros dos Negócios Estrangeiros", mas "é algo que, sinceramente, não se pode dizer que está definido".
"Está a haver conversações, também não há, assim, uma urgência imediata e tem-se olhado para essa questão procurando criar um consenso, porque tem que haver um consenso", acrescentou o governante.
Com a indefinição da próxima presidência da organização, não se sabe ainda também onde se realizará a próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, prevista para Julho de 2027.
A CPLP, que assinala 30 anos dia 17 de Julho, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Inforpress/Lusa
Fim
Partilhar