Brava: Empresário alerta para risco de desabamento de casas degradadas em Nova Sintra (c/áudio)

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Brava: Empresário alerta para risco de desabamento de casas degradadas em Nova Sintra (c/áudio)
16/10/26 - 01:57 pm

Nova Sintra, 16 Out (Inforpress) – O empresário hoteleiro António Pina alertou hoje para o estado de degradação de vários edifícios abandonados na cidade de Nova Sintra e considerou que estes representam um risco para a segurança pública e a salubridade.

Em declarações à comunicação social o proprietário do Hotel 3M, na Brava, afirmou que a existência de casas em ruínas nos arredores do seu estabelecimento tem-no afectado, nomeadamente a presença de dois pardieiros em frente ao hotel, cujo estado de abandono, segundo disse, se tornou preocupante.

“Na ilha Brava temos muitos sobrados abandonados, pelo que, nesta situação, deveria haver uma intervenção da câmara municipal para sensibilizar os proprietários a, pelo menos, recuperarem as fachadas, de modo a manter a dignidade da cidade”, considerou.

Na sua perspectiva, a recuperação das fachadas e a adopção de medidas de segurança nas casas em ruínas são fundamentais, mas, quando estas medidas não forem suficientes para eliminar os riscos, as autoridades devem actuar, incluindo através da demolição, quando legalmente justificada.

“Na questão da segurança, temos de agir em primeiro lugar”, afirmou, num apelo à intervenção da autarquia  e da Delegacia de Saúde.

Em reacção, o presidente da Câmara Municipal da Brava, Amândio Brito, reconheceu que a situação dos edifícios abandonados constitui um problema que afecta praticamente toda a ilha, com maior incidência, provavelmente, na cidade de Nova Sintra.

Segundo o autarca, estes imóveis representam uma ameaça à segurança pública e à salubridade, além de contribuírem para a degradação paisagística da cidade.

Brito explicou que a autarquia tem procurado identificar e contactar os proprietários dos edifícios para que procedam às intervenções necessárias.

Contudo, salientou que o processo nem sempre é fácil, uma vez que muitos imóveis pertencem a vários herdeiros, cujas posições nem sempre são consensuais quanto ao destino das propriedades.

“Há casas que ficaram completamente abandonadas durante anos. Procuramos os donos para que intervenham, mas, quando a câmara avança para uma intervenção, aparecem os proprietários e ficamos, de certa forma, com algumas dificuldades, sobretudo por causa dos herdeiros”, explicou.

Perante este cenário, Amândio Brito adiantou que a autarquia pretende privilegiar uma abordagem pedagógica, baseada no diálogo e na sensibilização dos proprietários, recorrendo ao Código de Posturas Municipal para procurar soluções sem criar conflitos.

Entretanto, o autarca garantiu que quando estiver em causa a segurança pública, a saúde e a salubridade, a câmara poderá intervir de forma articulada, com vista a repor as condições de segurança e a normalidade, sobretudo nos casos em que os edifícios constituam uma ameaça à vida humana e aos bens das pessoas.

DM/AA

Inforpress/Fim

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