Boa Vista: Acúmulo de águas da chuva e deficiências no saneamento afetam comércio e mobilidade dos munícipes

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Boa Vista: Acúmulo de águas da chuva e deficiências no saneamento afetam comércio e mobilidade dos munícipes
12/10/26 - 03:20 pm

Sal Rei, 12 Out (Inforpress) – A acumulação de águas após as chuvas do fim de semana na ilha Boa Vista está a prejudicar o comércio local, a saúde pública e a mobilidade dos residentes, declararam hoje vários munícipes ouvidos pela Inforpress.

No bairro de Boa Esperança, também conhecida como Barraca, o padeiro Tcherno Agbubari apontou falhas no sistema de esgotos e “trabalhos mal feitos” como as causas da junção e estagnação de água, uma situação que segundo o mesmo se repete há um ano.

Tcherno Agbubari alertou ainda para os riscos à saúde das crianças que brincam na rua e depois tem de as levar ao centro de saúde, destacando ainda os prejuízos no seu negócio de padaria devido à lama acumulada. 

O munícipe pediu “uma intervenção urgente” da autarquia na rede sanitária local.

O problema afeta igualmente o setor da restauração em Sal-Rei, e Jordi Roque, proprietário de um restaurante que fica situado numa das ruas alagadas, disse que já vão três dias seguidos de quebra no movimento de clientes, afirmando que a dificuldade de acesso ao estabelecimento devido as águas estagnadas impede a circulação normal de peões e coloca em risco o negócio.

Isso, segundo o mesmo, sem falar da parte do mau cheiro e condicionamento da limpeza do lugar. 

Pelo que apelou para uma solução a este problema por parte do Governo, já que os esforços da câmara municipal “não têm sido suficientes”.

Por sua vez, Manuel Vicente Silva, 70 anos, criticou a qualidade das obras públicas e do calcetamento na ilha, mas também a ausência de “um plano eficaz de drenagem” e de cilindragem das calçadas nas vias. 

O que considera ter sido um “dinheiro mal-empregado”, porque contribuiu para “poças de água”.

Manuel Silva afirmou que com tudo isso quem sofre é a população, detacando as dificuldades de mobilidade, principalmente dos mais idosos, como no seu caso, que tem problema de coluna. 

“Nesta situação sentimo-nos como porcos presos no chiqueiro”, finalizou.

MGL/AA

Inforpress/Fim

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