Associação Colmeia pede extensão das terapias a nível do INPS para complemento das respostas

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Associação Colmeia pede extensão das terapias a nível do INPS para complemento das respostas
07/01/26 - 06:20 pm

Cidade da Praia, 07 Jan (Inforpress) – A presidente da Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais (Colmeia) declarou hoje a necessidade de alargar as terapias a nível do INPS para outras áreas visando o complemento das respostas.

Em entrevista à Inforpress, Isabel Moniz mostrou-se preocupada que nem todas as áreas do tratamento são cobertas pelo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), o que “é ainda um desafio”, sublinhado que esta medida vai contribuir para o tratamento de crianças, jovens e adultos com deficiência.

Disse que apenas a Fisioterapia é coberta pelo INPS, faltando ainda a Fonoaudiologia, a Neuropsicologia, a Psicologia Clínica Educacional e Familiar e ainda Educação Especial.

Uma preocupação que disse constar de uma petição entregue na Assembleia Nacional, e que pretende neste ano “fazer alguma pressão” para que seja resolvida.

Afirmou ser importante para qualquer cidadão que contraia algum tipo de deficiência, daí a necessidade de haver também mais especialistas.

Não obstante a isso, Isabel Moniz disse congratular-se com o trabalho desenvolvido pela instituição e da abertura dos pais em participar na acção, colocando as crianças no centro das atenções. 

“Conseguimos dar um número de atendimento que chega a quase quatro mil atendimentos no ano transato porque montamos um serviço de habilitação com respostas especializadas no atendimento”, revelou a presidente da Colmeia.

Actualmente, o espaço da associação conta com mais de 800 crianças e jovens, alegando a mesma fonte que muitas “têm conseguido ganhos significativos”, com jovens a terem o primeiro emprego.

“A colmeia veio dar um grande passo e destaque para esta temática da deficiência em Cabo Verde, porque não é só a ilha de Santiago, mas em todas as ilhas pedem algum tipo de apoio à colmeia”, concretizou Isabel Moniz.

A mesma fonte referiu ainda que com a criação da Colmeia, em 2014, em que havia muitas crianças “escondidas em casa”, a sociedade tinha “muita estigma e preconceito” algo que melhorou com o passar dos anos. 

Um dos desafios para este ano, concretizou Isabel Moniz, é “pressionar o Estado” para criar políticas públicas a nível da saúde, da educação e da proteção social por forma a alargar as actuações, revelando que no momento a associação está a avaliar mais 13 casos novos e que vão entrar na estatística.

OS/AA

Inforpress/Fim

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