
Cidade da Praia, 22 Jan (Inforpress) – A Associação Bons Amigos anunciou hoje que está em andamento o programa de controle de parasitas, zoonoses e manutenção de saúde animal que “se baseia numa só saúde”, isto é, saúde humana e saúde animal.
Em entrevista à Inforpress, o presidente da Associação Bons Amigos, Madueno Cardoso, assegurou que, para este ano de 2026, o objectivo é aumentar o número de tratamento da população canina, criando estratégias de actuação, visando a diminuição de animais doentes e abandonados.
Asseverou que “programa de controle de parasitas, zoonoses e manutenção de saúde animal”, vai actuar na desparasitação interna e externa de cães e gatos, permitindo a identificação e registo dos animais.
“Um processo que exige parcerias, pelo que estamos em contacto com instituições, nomeadamente, a Direcção-geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária (DGASP) e a CMP para que este projecto seja um trabalho feito em parceria, visto que tem uma responsabilidade também institucional”, disse Madueno Cardoso.
O programa inclui também a colocação de micro-chip e cuidados básicos veterinários.
Explicou que os animais que estão na rua doentes em situação de “saúde deplorável”, através do programa vai ser possível realizar o “máximo de captura e tratamento” no centro e depois promover a adopção ou serem colocados em espaços para acompanhamento contínuo.
“Pelo que vai ser integrado também uma campanha de sensibilização da comunidade, não vale a pena ter na rua unidade móvel de castração animal e programas de parasitas, zoonoses e manutenção de saúde animal se as pessoas não estão consciencializadas para esta acção”, sublinhou Madueno Cardoso.
Disse que a ideia é mobilizar mais pessoas chegando nas crianças, adolescentes, jovens e adultos, através das escolas, liceus, universidades e comunidades.
“O objectivo é envolver, ao máximo, a comunidade no cuidado animal, chamando a sociedade para a responsabilidade pelo cuidado e bem-estar animal”, disse este responsável.
O programa vai arrancar abrangendo inicialmente as zonas de Achada Grande Trás, Paiol, Fazenda, Lém Cachorro, Vila Nova e Achada Santo António.
Na sequência apontou que Tira Chapéu é considerado uma zona crítica de saúde, pelo número de animais com parasitas e tumor.
OS/HF
Inforpress/Fim
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