
Sal Rei, 16 Mar (Inforpress) – O processo de recenseamento eleitoral na ilha da Boa Vista, no âmbito das eleições legislativas de 17 de Maio, encerrou com um balanço “positivo” em termos logísticos, mas “surpreendentemente” baixo, registando apenas cerca de 320 novas inscrições.
Em declarações à Inforpress, o presidente da Comissão Regional de Recenseamento Eleitoral (CRE) da Boa Vista, Manuel António Batista, revelou que a meta de atingir 10 mil eleitores no círculo eleitoral não foi alcançada, apontando a “desmotivação” dos jovens como a principal causa.
“O balanço que fazemos é positivo quanto à normalidade do processo, mas o número obtido ficou aquém das expectativas. Há muita desmotivação entre a população, principalmente entre os jovens, muitos dos quais recusaram-se a fazer o recenseamento”, lamentou o responsável.
Segundo Manuel António Batista, desde as últimas eleições autárquicas até ao fecho dos cadernos, na passada sexta-feira, 13, a ilha registou apenas cerca de 320 novas inscrições. O número é considerado “muito reduzido” quando comparado com o ciclo de 2021, em que só nos últimos três dias foram inscritos mais de 700 eleitores.
O presidente da CRE da Boa Vista explicou que a maioria das movimentações registadas neste período se deveu a transferências. No entanto, verificou-se uma percentagem considerável de eleitores que solicitaram a transferência para fora da ilha, sendo Portugal o destino principal.
“Muitos residentes na Boa Vista ainda preferem manter o seu recenseamento nos concelhos de origem para poderem votar lá durante as eleições”, acrescentou, referindo-se aos cidadãos de outras ilhas que trabalham no sector turístico da Boa Vista.
Apesar das deslocações das brigadas móveis às unidades hoteleiras e a localidades rurais como Povoação Velha e Fundo das Figueiras, o “resgate” do eleitorado jovem revelou-se o maior desafio do processo.
Com a suspensão do recenseamento, a CRE da Boa Vista dedica-se agora à preparação dos cadernos eleitorais, que serão expostos brevemente, abrindo-se o período legal para eventuais reclamações dos cidadãos.
MGL/JMV
Inforpress / Fim
Partilhar