Portugal: Governo promete para breve instalação de adidos culturais e conselho consultivo das comunidades

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Portugal: Governo promete para breve instalação de adidos culturais e conselho consultivo das comunidades
03/03/26 - 10:30 pm

Tomar, 03 Mar (Inforpress) – O director-geral das Comunidades, Martinho Ramos, anunciou hoje, em Tomar (Portugal), que o Governo de Cabo Verde vai “brevemente” instalar adidos culturais e de comunidades e conselho consultivo das comunidades, com objectivo de reforçar a ligação à diáspora. 

Martinho Ramos falava em declarações à Inforpress, à margem da conferência internacional sobre “Migrações: integração e serviços públicos na era digital”, que decorre de hoje até quarta-feira, 04, no Auditório Doutor José Bayolo Pacheco de Amorim, do Instituto Politécnico de Tomar.

“Para o Governo, a instalação do conselho consultivo das comunidades é muito importante, porque será um órgão de consulta, de elaboração de projetos, de programas e de ideias para políticas dirigidas à diáspora. Queremos trabalhar próximos da nossa diáspora e, para isso, temos de integrá-la no processo de desenvolvimento e na tomada de decisões (…)”, afirmou.

Relativamente à instalação de adidos culturais e de comunidades, o responsável explicou que estes representantes terão a missão de estar mais próximos das comunidades, identificar situações de vulnerabilidade e reportá-las às autoridades competentes, permitindo uma intervenção mais célere por parte do Estado.

Martinho Ramos lembrou ainda que, entre 2021 e 2026, o Governo de Cabo Verde conseguiu implementar diversas medidas benéficas para a diáspora.

Parafraseando, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, afirmou que Cabo Verde é provavelmente um dos países que mais receitas fiscais renuncia em favor da sua diáspora.

“A nossa diáspora está hoje muito ligada ao país. Já percebeu que o país tem feito muito para a integrar. E nós não queremos apenas a diáspora do investimento. Queremos a diáspora do conhecimento, uma diáspora que traga mais-valia para o país”, destacou.

O director-geral das Comunidades acrescentou que o país não pretende apenas que a diáspora invista no setor imobiliário, mas que realize investimentos produtivos, com retorno económico e impacto no desenvolvimento nacional.

Para tal, esclareceu que o executivo criou um ecossistema financeiro para que a diáspora que queira investir em Cabo Verde tenha acompanhamento gratuito.

Na ocasião, Martinho Ramos reconheceu que é necessário reforçar a comunicação com a diáspora, para que as comunidades estejam devidamente informadas sobre este ecossistema financeiro e possam apoiar o desenvolvimento do país.

A conferência é promovida pelo Centro para a Integração de Trabalhadores Lusófonos (CINTRAL) e pela União Geral dos Trabalhadores Portugueses (UGT), em articulação com o Governo de Cabo Verde, através da Secretaria de Estado das Comunidades, e com a Embaixada de Cabo Verde em Portugal.

O evento terá o seu ponto alto esta quarta-feira, com uma homenagem ao docente e investigador cabo-verdiano Manuel Chantre.

FM/JMV

Inforpress/Fim

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