
Cidade da Praia, 02 Mar (Inforpress) – O mercado de crédito registou no quarto trimestre de 2025 um ligeiro endurecimento dos critérios de concessão de empréstimos, enquanto a procura por parte de empresas e particulares aumentou, segundo o relatório hoje divulgado pelo Banco de Cabo Verde.
O relatório do inquérito à política de crédito referente ao 4.º trimestre de 2025 avalia retrospectivamente as condições do mercado de crédito e antecipa a sua evolução a curto prazo.
De acordo com o documento divulgado nas redes sociais, no quarto trimestre de 2025 os critérios seguidos pelos bancos na aprovação de empréstimos “tornaram-se ligeiramente mais restritivos”, tanto para as empresas como para os particulares.
Apesar deste ajustamento, o documento indica que os termos e condições aplicados na aprovação de novos empréstimos mantiveram-se praticamente inalterados.
Ainda segundo o relatório, os bancos inquiridos registaram um ligeiro aumento da procura de crédito por parte das empresas e dos particulares, nomeadamente para aquisição de habitação, consumo e outros fins.
“Para os próximos três meses, os bancos antecipam critérios de aprovação de empréstimos ligeiramente mais restritivos e um ligeiro aumento da procura de crédito, tanto para as empresas como para os particulares”, lê-se no comunicado.
No segmento empresarial, o nível de incumprimento e a perceção dos riscos associados às empresas sem contabilidade organizada e à sua dimensão, em particular micro e pequenas empresas, contribuíram para o ligeiro aumento da restritividade na concessão de crédito e na aprovação de empréstimos.
No caso dos particulares, a mesma fonte explica que o nível de incumprimento, o custo de financiamento, as restrições de balanço e a perceção dos riscos associados à qualidade creditícia dos mutuários justificaram o ligeiro aumento da restritividade na concessão de crédito e na aprovação de empréstimos.
“No entanto, a proporção de pedidos de empréstimo rejeitados aumentou ligeiramente no caso das empresas e manteve-se praticamente inalterada no caso dos particulares”, acrescenta.
Relativamente à procura de financiamento pelas empresas, esta aumentou ligeiramente, influenciada pela maior necessidade de financiamento para a cobertura de existências e de fundo de maneio, bem como para investimento.
Entre os particulares, registou-se igualmente um ligeiro aumento da procura de crédito, nomeadamente para aquisição de habitação, consumo e outros fins.
O relatório conclui que, em termos gerais, as perspectivas para o mercado da habitação, o nível de confiança dos consumidores, a necessidade de financiamento para investimento, as despesas com bens duradouros e os empréstimos garantidos por activos imobiliários estiveram na origem deste aumento.
JBR/JMV
Inforpress/Fim
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